Mulheres na tecnologia: iniciativas impulsionam presença feminina no setor

Empresas da área financeira e tecnológica são nichos de forte predominância masculina que começam a sentir os bons efeitos da maior participação das mulheres no setor. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), apenas cerca de 20% dos profissionais de Tecnologia da Informação são do sexo feminino. Já o Sebrae, em relatório editado em 2020, aponta que elas representam 22,7% das empreendedoras e fundadoras de negócios com base em TI. Com iniciativas que visam mudar essa realidade e impulsionar a presença feminina no segmento, o Paraná Banco (PB), empresa que oferece empréstimo consignado e investimentos em todo o país, vem sendo reconhecido por suas ações.

A companhia foi premiada, pela consultoria Great Place to Work (GPTW), pelo conjunto de ações realizadas em busca da diversidade e da equidade de gênero, pelo segundo ano seguido, como uma das 70 melhores empresas do Brasil para as mulheres trabalharem, ficando na 23a. colocação entre 641 concorrentes.  

“Desde 2017, o Paraná Banco investe em ações para que tenhamos um ambiente de trabalho cada vez mais inclusivo e acolhedor para as mulheres, com foco no respeito à diversidade e inclusão. Mas não podemos esquecer que ainda temos um longo caminho pela frente, junto com a sociedade brasileira, em busca da equidade de gênero no ambiente profissional e no nosso cotidiano”, afirmou a head de Pessoas & Cultura do PB, Claudia Vidal Kuster. 

PB Tech 

A PB Tech, braço de tecnologia que sustenta toda a operação do banco e atua por meio de metodologias ágeis, vem realizando esforços para a contratação de mulheres e conquistando resultados. Em março deste ano, o Paraná Banco abriu o “RePrograma PB – Mulheres na Tecnologia” para ofertar onze vagas de estágio exclusivamente para mulheres. A ação resultou em quase 300 candidatas inscritas e mais do que o dobro de pessoas contratadas em relação ao previsto. 

A chapter de QA, Vanessa Cunha, disse que se sentiu valorizada ao participar do Reprograma PB. “Foi bem emocionante, gera um sentimento de pertencimento e de responsabilidade. A gente está falando do sonho de meninas e de trazer diversidade para o PB. Como mulher, eu me sinto pertencente à empresa, pertencente à marca. A gente está treinando estas pessoas para desenvolver e mudar o cenário de representatividade na TI que a gente tem hoje.” Os detalhes do programa podem ser assistidos aqui: https://youtu.be/GfeaZXSPM_0. O RePrograma PB priorizou mulheres que estivessem cursando até o penúltimo ano de um curso de Tecnologia de ensino superior ou de nível tecnólogo.  

Transformação que gera resultados 

O Paraná Banco iniciou sua transformação digital em 2017, no cenário de surgimento das fintechs, e investe, desde 2019, em práticas voltadas à diversidade, como forma de buscar inovação e desenvolvimento de novos produtos para os clientes. O foco das ações visa garantir maior presença feminina em diversas áreas da companhia. Atualmente, elas representam 53% do total de colaboradores e ocupam 59% das posições de liderança do PB.  

Ao apostar nessas iniciativas, o Paraná Banco vem colhendo resultados expressivos. No ano passado, a carteira de crédito da instituição cresceu de R$ 3,7 bilhões para R$ 5,7 bilhões, aumento de 54%. A quantidade total de clientes subiu 45%, de 264 mil para 364 mil e, mesmo com a pandemia, o lucro no exercício financeiro foi de R$ 58,6 milhões.  

A empresa assinou o compromisso de cumprir os objetivos do projeto WEPs (Women’s Empowerment Principles), da ONU Mulheres. O Código de Ética foi reformulado e prevê o repúdio e a possibilidade de denúncia anônima a qualquer ação e/ou omissão que possam refletir preconceito ou qualquer forma de discriminação, abuso de poder, assédio moral e/ou sexual. Foi criado ainda um canal telefônico interno e confidencial para apoiar vítimas de violência doméstica com acolhimento e orientação sobre o que fazer para formalizar denúncia.  

As campanhas internas trocaram a entrega de lembranças em datas como Dia da Mulher e Dia das Mães para focar em ações de reflexão. E, atualmente, a empresa aposta na criação de grupos de apoio, em fase de estruturação, para as mulheres, a exemplo de grupos já existentes, como PCDs, LGBTQI+ e Aliados, entre outros.  

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