A Coluna do Roberto Maciel (quinta-feira, 8.7): Você acha que 2021 está sendo pesado? Pois imagine o que vem por aí

  • O ano de 2022 terá características que o tornam de extrema diferença. Deve ser o primeiro em que o Brasil precisará se fortalecer para levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima dos tristes e tétricos tempos da pandemia – algo que levou, até agora, cerca de 530 mil vidas e destroçou a economia. E não se sabe, pelos rumos que o Planalto tomou, se existe alguma condição de ao menos esboçar reação. Mais: será também ano eleitoral, quando caberá aos cidadãos escolher novos presidente da República, governadores, senadores (1/3), deputados federais e deputados estaduais. E será, ainda, o último ano da gestão do governador do Ceará, Camilo Santana, que desde 2015 trabalha no gabinete mais amplo do Palácio da Abolição.

Calmaria em cenário delicado

Assembleia Legislativa tem horário diferenciado durante o recesso


É a propósito do encerramento da era Camilo que se deve observar a aprovação, nesta semana, do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem. O texto, que balizará o Orçamento de 2022, foi submetido a análise e votação da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa do Ceará. E passou com louvores, diga-se, obtendo chancela unânime do colegiado. Pode-se registrar que a decisão da Comissão, de incomum tranquilidade, reflete uma capacidade de costura política e de diálogo que se tornou traço marcante da administração de Camilo Santana. O governador quer um terreno menos pedregoso para atravessar em 2022 e, adicionalmente, buscar um futuro político relevante.

Missão
Mas é de se prever que esse deve ser um dos últimos episódios de calmaria na segunda temporada da série Camilo. O enredo do ano que vem não há de ser dos mais pacíficos. Há uma oposição raivosa, rancorosa e vingativa se organizando para tentar tomar o poder – essas alas, a propósito, já demonstraram do que são capazes em motins de policiais. Também já se provaram maledicentes na criação e divulgação de fake news. Ficará para Camilo a tarefa complexa de proteger os princípios e os projetos políticos dos grupos que o apoiam. Sendo um devoto do diálogo, não se deve apostar que ele conseguirá isso. Mas é possível, sim, imaginar que a missão vai lhe dar enorme trabalho. Isso vai.

Dias piores virão (ou “mentir é feio”)

Prisão em CPI é fato raro; entenda o que diz a lei - Notícias - R7 Brasil


Roberto Ferreira Dias (na frente), ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, confirmou o que diziam nossas bisavós, avós e mães: quem mente merece castigo. Flagrado proferindo lorotas na CPI do Senado que apura o genocídio acasalado com a pandemia, Dias pode servir de exemplo para quem faz da política uma enxurrada de mentiras. E, claro, para negacionistas que se especializaram em invenções maldosas – algo que, atualmente, se chama de “fake news”.

Conversão
Resta saber é se Roberto Dias, que era um modesto funcionário antes de ser alçado à condição de diretor, está disposto a afundar sozinho. Ou a ser ferrado sozinho com a marca em brasa da corrupção. Ficar calado pode ser uma estratégia prudente para quem quer preservar a vida em situações tão adversas. Caberá à CPI assegurar garantias a ele que, de peixe pequeno, pode se transformar em testemunha-chave.

Contramão
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está indo às barras dos tribunais para negar a escolas públicas o direito a acesso à Internet. Já a vereadora de Fortaleza Larissa Gaspar (PT) está propondo à Prefeitura de Fortaleza a instalação de pontos de wif-fi gratuitos na cidade.

Alinhamento
Fala do deputado Queiroz Filho (PDT), relator da LDO: “Uma importante mudança é que o Programa de Cooperação Federativa passa a fazer parte da lei orçamentária anual”. Isso significa que as interações financeiras entre o Estado do Ceará e a União passarão a ser observados na composição orçamentária para o próximo ano.

Tarda mas não falha
Todos os atos administrativos praticados pelo Governo do Tocantins em decorrência da instalação do Estado, adotados de 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1994, foram convalidados pela Câmara dos Deputados. Isso mesmo: 27 anos depois da criação do Estado. O placar foi de 400 votos a 26.

Em áudio
Estamos no ar com o podcast da Coluna da Hora – o mais recente episódio traz conversa com o deputado estadual Salmito Filho (PDT). Salmito fala dos desafios da gestão pública e da política na reestruturação da economia e das bases sociais quando a pandemia passar. As entrevistas da Coluna da Hora estão nas principais plataformas de áudio.

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Em vídeo
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