Crédito pós-pandemia pode impulsionar análise preditiva para reduzir riscos de concessão

O mercado de crédito tem dado sinais de recuperação neste ano. A mais recente previsão do Banco Central é de um crescimento de 11% no saldo de operações em 2021, com um avanço de 13% na liberação de financiamentos às empresas com recursos livres.

As perspectivas para o setor são positivas, indicando que a atividade econômica caminha para uma retomada no país. Para as empresas cedentes crédito corporativo, no entanto, o cenário pós-pandemia tende a ser de maior risco nas operações, tornando essencial o uso de ferramentas de análise preditiva, para identificar a probabilidade de resultados negativos futuros, a partir de dados, algoritmos estatísticos e técnicas de machine learning.

Isso porque o fechamento temporário ou definitivo de empresas devido à crise provocada pela Covid-19 exigirá cuidado redobrado na concessão de crédito pós-pandemia.

“Antes era relevante olhar se uma empresa estava operando bem analisando seus 10 últimos anos de atuação no mercado, mas no pós-pandemia será importante olhar além disso, afinal muitas empresas ficaram um ano ou mais de portas fechadas e isso pode trazer um grande impacto”. Alerta Michel Varon, CEO do VADU, fintech especializada em análise e automação para o mercado de crédito.

Para Varon, nesse contexto, o uso de tecnologias baseadas em Big Data e Inteligência Artificial para análise da concessão de crédito deve ganhar mais força no pós-pandemia. Por permitirem o cruzamento e análise de milhares de dados em segundos, essas plataformas facilitam por exemplo, o processo de tomada de decisão baseado na concessão, análise e manutenção de crédito, permitindo que vários processos sejam feitos de forma automatizada. Outro recurso é o monitoramento diário de toda variação de risco da carteira em aberto de forma automática, com alertas para movimentações suspeitas.

“Fato é que as empresas cedentes terão que fazer um controle maior dos riscos e isso precisa estar em constante evolução. Esse objetivo só será alcançado a partir da implantação de informações positivas na concessão de crédito. Quanto mais informação se tem, melhor o controle da inadimplência e a qualidade do crédito”, afirma.

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