Confira opções de financiamento imobiliário após as altas nos juros

O aumento na taxa Selic, que vem sendo promovido desde o início do ano pelo Banco Central, começa, finalmente, a chegar na ponta do consumidor no crédito imobiliário, com algumas instituições elevando suas taxas em um movimento que, embora seja lento e discreto, pode não terminar tão cedo. Diante disso, o cliente que está querendo apressar o negócio na compra de um imóvel, esperando evitar pegar o momento mais agudo dessa alta deve comparar as taxas das instituições, levando em consideração, inclusive, questões como seguro e outras taxas. 

É o que recomenda a advogada Daniele Akamine, da Akamines Advogados que, entre outras áreas, atua com portabilidade de crédito imobiliário – migração de uma instituição para outra. Akamine fez uma simulação de financiamentos com as taxas das instituições – dados de julho. A avaliação considera um imóvel de R$ 800 mil, tendo como entrada R$ 300 mil – sendo os R$ 500 mil financiados, tabela SAC e pagamento em 360 parcelas mensais. 

Ela observa, por exemplo, que, o chamado Seguro MIP (cobertura por Morte e Invalidez Permanente), mais elevado na Caixa, faz com que o valor total a ser pago no banco estatal (R$ 1,15 milhão) seja mais alto que no Santander (R$ 1,13 milhão), mesmo considerando que este último possui juros nominais mais altos — 7,99% ao ano contra 7,60% na Caixa.

“Como se trata, em muitos casos, do bem de maior valor que a pessoa irá adquirir na vida, é importante dar atenção a todos os detalhes e custos envolvidos. Uma pequena diferença pode representar uma enorme economia ou gasto extra no longo prazo, coisa de dezenas, até centenas de milhares de reais”, explica. 

BancoTaxa1ª PrestaçãoÚltimaValor Total
Bradesco6,90%R$      4.357,32R$      1.421,23R$   1.094.665,41
Itaú6,90%R$      4.405,99R$      1.421,62R$   1.117.464,05
BB6,99%  R$      4.467,64R$      1.424,83R$   1.120.379,37
Santander7,99%R$      4.796,66R$      1.422,41  R$   1.126.834,87
Caixa7,60%  R$      4.653,71  R$      1.422,39R$   1.149.130,51

 Independentemente das diferenças de custos, Daniele acredita que o atual momento ainda seja indicado para quem quer adquirir um imóvel, considerando os juros ainda baixos e o fato da totalidade dos custos decorrentes da alta do INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) ainda não ter sido repassada para os empreendimentos. “O momento ainda é pró-consumidor, basta ficar atento às condições”.

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