Grupo Mulheres do Brasil realiza “I Seminário Terrartesã” em parceria com Governo do Ceará

O Grupo Mulheres do Brasil promove de 2 de a 6 de agosto o “I Seminário Terrartesã – As mãos que tecem o Ceará”. Apresentado pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Casa Civil, o evento será realizado virtualmente, com o propósito de promover o diálogo entre artesãos, pesquisadores, empreendedores e o poder público.

Com foco na valorização e promoção do artesanato tradicional cearense, a programação é voltada para quatro eixos, são eles: capacitação do artesão em novas tecnologias; oportunidades de negócios no artesanato; inovação e tradição: artesanato, design e moda; e políticas públicas para o fortalecimento do setor.

Além disso, o Seminário justifica-se a partir da necessidade de contribuir com ações de apoio ao setor do artesanato tradicional cearense, sobretudo aos grupos do interior do Estado, por meio da ampliação do debate em torno do fortalecimento social e econômico dos artesãos, da divulgação das iniciativas e de novas estratégias de comercialização a partir do uso das novas tecnologias. Nesta perspectiva, o projeto também se alinha aos objetivos da efetivação de políticas públicas sociais e culturais, além de ampliar o relacionamento do Governo do Estado do Ceará com a sociedade.

Palestrantes

Com duração de cinco dias, o lançamento do I Seminário Terrartesã terá a presença de autoridades como Luiza Helena Trajano – Presidente do Grupo Mulheres do Brasil; Socorro França, Secretária de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos humanos do Governo do Estado do Ceará; Patrícia Liebman – Gerente da CEART; e Angelice Custódio – Presidente da Federação das Cooperativas e Associações De Artesãos Do Ceará – FECARCE, buscando promover encaminhamentos que possam contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos artesãos cearenses.

Para Annette Reeves, Líder do Núcleo Fortaleza do Grupo Mulheres do Brasil, a realização do evento “tem o intuito de criar um ambiente de amplo diálogo com vistas a fortalecer o artesanato no estado como fonte de renda e de desenvolvimento social”, conclui.

Além destes, estarão presentes especialistas no tema como a Presidente da Artesol – Sonia Quintela, o designer Érico Gondim e a empresária Celina Hissa – Catarina Mina, além de artesãos como Evandira Moreira (Renda Filé), Gilmar Martins (Tecelagem) e Andrea Guedes (Crochê). Segundo Ethel Whitehurst, curadora do evento, a programação foi pensada de modo a contemplar diferentes olhares para o artesanato do Estado.

A programação do seminário será divulgada junto às cooperativas e grupos de artesanato, no qual pretende-se atrair cerca de 400 participantes de todas as regiões do estado. Todos os conteúdos serão disponibilizados em plataforma virtual para acesso livre, gratuito e acessível, contando ainda com legendagem descritiva de todas as palestras.

Sobre o Terrartesã

Na busca pelo fortalecimento e sustentabilidade econômica dos grupos e cooperativas de artesãs e artesãos, o Terrartesã surgiu durante a pandemia da Covid-19, uma vez que muitos artesãos ficaram sem produzir e principalmente sem ter como comercializar seus produtos, gerando um cenário de vulnerabilidade social e econômica. Diante desse contexto, o Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza criou o projeto Terrartesã, uma plataforma de apoio aos artesãos e comercialização do artesanato cearense.

A equipe do projeto percorreu o interior do Ceará e incentivou grupos e artesãos a retomarem as atividades produtivas, com a proposta de contribuir para a comercialização dos seus produtos através de um e-commerce, um site dedicado às vendas dos materiais em todo o Brasil associado à um trabalho intensivo nas redes sociais para divulgação e venda dos produtos. O projeto Terrartesã buscou ainda beneficiar grupos de rendeiras com o microcrédito do Fundo Social Dona de Mim através do Grupo Mulheres do Brasil, para compra de materiais como estímulo para a retomada da produção.

Sobre o Grupo Mulheres do Brasil

O Grupo Mulheres do Brasil foi criado em 2013 por 40 mulheres de diferentes segmentos com o intuito de engajar a sociedade civil na conquista de melhorias para o país. Composto por mais de 92 mil mulheres oriundas de vários segmentos, organizadas em núcleos espalhados em todo o Brasil e em alguns países do mundo, o grupo tem como propósito construir um Brasil melhor a partir do protagonismo feminino. Trabalha ativamente em conjunto com outras organizações e engajando suas integrantes para discutir, propor e realizar ações em temas ligados à educação, empreendedorismo, igualdade de gênero e racial, combate à violência contra a mulher e outros temas de interesse social. Tem uma agenda propositiva com planos de ação para pensar e agir focando no todo, por um país melhor. O grupo é suprapartidário, levanta a bandeira de uma causa: o Brasil.

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