A Coluna do Roberto Maciel (terça, 27.7): O poder de Rayssa, a cloroquina e a ganância da máfia da vacina

  • Rayssa Leal é o que se chama, para usar o palavreado de hoje em dia, de “uma fofa”. Espalha brilho contagiante que, entre manobras rápidas e certeiras no skate, tem o condão de nos fazer respirar no vale de lágrimas escancarado pela covid-19 e abastecido por governos gananciosos e irresponsáveis. A juventude não impede que Rayssa, agora dona de uma medalha de prata olímpica, seja uma menina super-poderosa. Uma influenciadora de extrema competência. Isso mesmo: uma garota nordestina de 13 anos de idade é uma poderosíssima personagem que foi capaz de, ao subir no pódio de Tóquio, resgatar o nosso orgulho de ser brasileiro – que nos foi sequestrado, está sendo torturado e corre o grave risco de ser executado.
Skate: Rayssa Leal, de 13 anos, fatura bronze no Mundial de Stree

Até as emas sabem
Rayssa Leal talvez não saiba tanto, mas poucos meses antes de ela triunfar no Japão, homens e mulheres que se acham donos do poder tentaram impor no Brasil o uso de cloroquina e ivermectina – medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus. O tal “tratamento precoce” é uma ameaça adicional à vida, amplificadora dos 550 mil mortos pela pandemia. Até as emas sabem disso. Antes, uma pequena delegação desembarcou em Israel para, em mais um gesto de ficção política, verificar um “milagroso” produto nasal que combateria o coronavírus. Não deu em nada, como a história já conta. Era só enrolação.

A milícia
Rayssa talvez também não saiba, mas há denúncias de que, enquanto ela treinava para deslizar de skate na pista de Tóquio, uma quadrilha se articulava para roubar dinheiro público e causar mais mortes numa tenebrosa transação envolvendo doses de vacinas que não existiam – um negócio movido a propina. E, certamente não tenha mais do que ouvido falar, que, quando ainda se vestia de fadinha azul para brincar nas calçadas da provinciana Imperatriz (MA), milicianos tiravam a vida da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no cosmopolitano Rio de Janeiro.

O Brasil pichado
A fadinha Rayssa tem, tanto quanto o poder de nos fazer sorrir, a capacidade de fazer o mundo olhar para o Brasil e ver que este País não é exatamente o que tem sido pichado com a cor do autoritarismo, da violência e da ignorância.

Na bucha
Ontem, com bom humor e acidez, o perfil satírico Direita Siqueira saiu-se com essa nas redes sociais – com uma enquete, pode crer!, verdadeira:

Você pode conferir as agudas tiradas do “Coronel Siqueira” no site Carta Capital, neste link https://www.cartacapital.com.br/humor/

Na agulha
Lançado pela Assembleia Legislativa do Ceará, o Pacto Contra o Coronavírus chega hoje (terça- 27.7) ao Cariri. A iniciativa vai lançar postos de cadastro para vacinação na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e no Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), em Juazeiro do Norte. Fala do presidente da AL, deputado Evandro Leitão: “A população da região que ainda não tiver feito cadastro para se vacinar pode procurar esses dois pontos. É importante levar RG, CPF e um comprovante de endereço. Estamos unindo esforços para que a população seja imunizada e, dessa forma, avançarmos no combate à covid-19”.

Desenvolvimento perdido, isso sim
É do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, a afirmação de que “precisamos crescer 4%, 5% para recuperar a década perdida e, para isso, entendemos que é fundamental a reforma tributária”. Robson não diz exatamente o que compreende como “década perdida”, mas deve-se observar que entre 2003 e 2016 o Brasil experimentou uma fase de desenvolvimento inquestionável, marcada pela inclusão social e econômica de camadas populacionais historicamente relegadas a planos inferiores.

Ninguém aguenta
Robson Braga é um bolsonarista confesso, embora não deixe de expor um certo descontentamento com os rumos que o governo dá ao País. Nesse sentido, espeta os humores do Planalto ao afirmar que sem as taxas com as quais acena “não teremos no Brasil um ambiente adequado para o crescimento e para geração de emprego, principalmente, porque a carga tributária é mal distribuída”. Ou seja, nem bolsonaristas aguentam o modo bolsonarista de ser.

Ensino

Sarto Nogueira é eleito prefeito de Fortaleza | Eleições 2020 no Ceará | G1


O segundo semestre letivo de 2021 nas escolas públicas municipais de Fortaleza começa na próxima segunda-feira, 29.7. O cronograma será aberto ainda de forma remota, conforme anunciara ontem o prefeito José Sarto Nogueira (PDT) e a secretária Dalila Saldanha, mas no decorrer de agosto a Secretaria Municipal da Educação fará acolhidas e formações com a comunidade escolar, envolvendo gestores, professores, alunos e familiares. A pauta será o plano de retomada das aulas presenciais, expondo informações sobre rotina escolar, protocolos sanitários, modelo de ensino e outras orientações.

Coluna da Hora
Está no ar no podcast da Coluna da Hora live com o deputado estadual Salmito Filho (PDT). Ex-vereador, Salmito fala sobre os desafios da socidade de, passada a pandemia, retomar a normalidade. E trata também de propostas em tempos de pandemia. Todas as entrevistas da Coluna da Hora estão nas principais plataformas de áudio.

Você pode escolher os conteúdos e as plataformas:

BREAKER https://www.breaker.audio/coluna-da-hora-roberto-maciel

GOOGLE https://www.google.com/podcasts?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy81Nzk0NGNlMC9wb2RjYXN0L3Jzcw==

RADIOPUBLIC https://radiopublic.com/coluna-da-hora-roberto-maciel-G4OwnD

SPOTIFY https://open.spotify.com/show/7K2jicVkzRVoePNumXUTIw

A caminho
Hoje (terça, 27.7), o entrevistado será o músico carioca Jefferson Gonçalves. O artista faz interessantes e relevantes conexões criativas entre o blues e os gêneros do Nordeste. O encontro será às 18 horas, no perfil @robertoamaciel, no Instagram.

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