Pesquisa mostra que 70 % dos brasileiros comprarão online

A pesquisa “O comportamento e a relação de consumo online do brasileiro durante a pandemia” liderada pela consultoria MOB INC, entrevistou mais de 200 pessoas, espalhadas nas 4 regiões do Brasil, em junho de 2021, para entender os impactos imediatos deixados pela pandemia pelo consumo dentro do ambiente digital, seja por sites ou aplicativos. E sobretudo o que os consumidores apostam que ficarão como traços de comportamento, mesmo que tudo volte ao normal após este período de isolamento.

O mapeamento realizado contou com amostras de diferentes gêneros com idades entre 20 e 65 anos, de diferentes extratos sociais, com predominância da classe média. Dos entrevistados, 97% declararam que aumentaram seu volume de compras por meios digitais. Isso inclui sites, aplicativos de compras de delivery ou de marcas. 

A pesquisa investigou entre os entrevistados qual foi a estimativa no aumento de gastos durante os últimos 12 meses no ambiente digital. Para 36,7%, a maior representação dentro da amostra, o aumento está na casa dos 30% a 40% e para 12,2% dos entrevistadosos gastos superaram a marca de 70% de todo o seu volume de consumo dentro do período de isolamento. O que evidencia a ideia de que muitos brasileiros migraram seu comportamento para este tipo de compra e consequentemente o seu aporte em volume de gastos também subiu.  Portanto, a pesquisa conclui que mais do que nunca é importante continuar a investir em novos e melhores modos de vendas online. 

O CEO da MOB, Thiago Felinto, dá algumas dicas para empresas que ainda não se familiarizaram com este novo mercado ou ainda estão patinando:  

“Para as pequenas e médias empresas, a principal dica é escutar o consumidor. Por que a gente não pode tratar o nosso negócio com uma relação estritamente emocional. Então se alguém faz uma crítica, tente não observar isso como algo que desmereça o seu negócio, porque o objetivo é justamente ofertar aquilo que cure uma dor que o mercado está sentindo e se você está recebendo um feedback quer dizer, que o que você está ofertando importa. E a segunda é: olhe para o que as maiores e as melhores estão fazendo para se inspirar. O dinheiro que as gigantes estão gastando para descobrir o caminho, a gente como média e pequena empresa não têm. Mas você pode olhar e se inspirar nessas práticas.”, comenta Thiago.  

Algumas marcas podem ser consideradas um norte, já que entre as mais citadas pelos consumidores como empresas estão realizando as melhores práticas e boa prestação de serviços online estão:: Mercado Livre, Magalu, Shopee, iFood e Zé Delivery. Estas são apontadas como empresas que compreendem as necessidades e a forma de melhor suprir a experiência de uso de seus consumidores em suas plataformas, aplicativos e sites.

As categorias que formam a força motriz deste movimento do mercado foram alimentos e bebidas (52%), roupas e calçados (47,9%) e eletroeletrônicos (27,7%). Elas se sobressaem porque o brasileiro teve que passar mais tempo em casa: 

“Pela nossa leitura, esses três segmentos se relacionam diretamente com a ideia do isolamento que ainda estamos inseridos. Algumas das categorias tiveram esse crescimento de maneira compulsória, porque por exemplo, se sua geladeira ou fogão parasse de funcionar, você teria que buscar pela internet o reparo ou a compra, porque o tempo estava reduzido. Mas também há um fenômeno, que foi possível mapear, que é desse investimento maior na nossa casa, que virou o nosso refúgio, um lugar de diversão, um lugar de descanso, nosso escritório”, analisa Thiago. 

Fica fácil entender quando tratamos de itens como alimentos e bebidas e eletroeletrônicos, porém o segundo item mais buscado pelos brasileiros foi o de roupas e calçados, mesmo que as pessoas não pudessem sair para eventos e muitas praticaram o home office. 

“Este item se relaciona com a ideia de indulgência. Você se dar pequenos presentes, mesmo que naquele momento você não possa utilizá-lo. Foi para aliviar um pouco dessa sensação de ansiedade e de sufocamento que estamos vivendo pela experiência de estarmos isolados numa pandemia”, explica Thiago. 

O estudo também se debruçou em compreender quais os tipos de produtos os consumidores tinham pouca incidência, em relação a compras online e que durante a pandemia se permitiram descobrir e iniciar um novo movimento de compra. As categorias mais citadas foram: supermercado com 43%, que compõem compras do dia a dia da dispensa dos brasileiros, seguido por calçados (27%), farmácia (24%) e cosméticos (16%). Quando a pergunta foi para entender quais categorias continuarão no novo hábito de compras de consumo online, os mesmos setores foram os mais citados, ou seja, os consumidores continuarão com hábitos ligados a estes produtos traçando um modelo de compra mais prático e dinâmico.

“O supermercado foi o item apontado como o que quase ninguém fazia antes e ele se mantém como um novo hábito, por conta da clareza e da praticidade do processo. E as marcas conseguiram compreender de forma sofisticada o seu consumidor, gerando por exemplo, os personal shoppers, essas pessoas que vão identificadas para um supermercado, elas tiram foto do produto, elas pegam justamente a marca que você quer. E o que impulsiona isso? A gente quebrou o medo e testou! E viu que isso vem com determinada qualidade. Então, a gente está ganhando tempo”, observa Thiago. 

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