Incidência de páginas de phishing tem queda de 31,15% no segundo trimestre

Numa confirmação da tendência apontada em maio pelo último Relatório de Atividade Criminosa Online no Brasil, a incidência de páginas de phishing registrou uma queda de 31,15% no segundo trimestre de 2021. É o que mostra a última pesquisa da Axur, empresa líder em monitoramento a riscos digitais, que produz e divulga o relatório trimestralmente. Os novos dados confirmam que, após o ápice de casos nos últimos três meses de 2020, a incidência de páginas de phishing vem caindo substancialmente no país.

O relatório apontou também que outros golpes tiveram quedas significativas, como os malwares e trojans, que tiveram somente quatro tipos identificados em abril – sem nenhuma detecção nos meses de maio e junho. Apesar da retração no número de infrações relacionadas ao uso da marca, o relatório indica que os perfis falsos em redes sociais continuam sendo a prática mais comum entre os golpistas, principalmente quando se fala em aplicativos falsos, que teve um crescimento expressivo de 225,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado.


“O propósito desta pesquisa, alinhado à nossa missão como empresa, é tornar a internet um lugar mais seguro para os negócios, família, amigos e conhecidos”, observa Fábio Ramos, CEO da Axur. “O ecossistema digital no qual vivemos sofre transformações a cada minuto e saber se proteger é mais do que necessário para manter uma experiência saudável nesta infinidade de recursos e conhecimento que a internet oferece”, explica o executivo. Ramos lembra também que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que está em vigor desde 2019, começará a aplicar sanções em agosto deste ano. A partir desse período, as empresas serão obrigadas a prestar contas sobre qualquer vazamento de dados de que sejam consideradas responsáveis pelas autoridades.

Veja abaixo três  das atividades criminosas mais destacadas no relatório do último trimestre:

PHISHING Foi detectado um total de 4.275 de casos de phishing no segundo trimestre de 2021, o que representa uma queda de 31,15% na incidência de páginas de phishing em relação ao segundo trimestre de 2021.
Desde o terceiro trimestre de 2020, quando foi registrada a maior detecção de casos de phishing dos últimos anos, com 10.517 casos, os números entraram em ritmo de queda. O destaque da queda foi para o mês de abril, em que foram identificados somente 1.158 casos de phishing, menor taxa de detecção no período entre abril de 2020 e junho de 2021.

Contrário ao trimestre anterior, em que o e-commerce era o espaço mais visado para golpes de phishing, o campeão de ataques no segundo trimestre deste ano foi o segmento de tecnologia, que engloba empresas de SaaS e Webmail, com 39,6% do total do de casos – o que representa um aumento de 16,9% nos últimos três meses. O e-commerce obteve a maior variação do trimestre, com queda de 19,3%.

MALWARE E TROJANS Foram identificados somente quatro tipos de malware no segundo trimestre deste ano. Todos foram registrados no mês de abril.

Os meses de maio e junho não registraram nenhum golpe novo, mas os quatro identificados em abril fizeram vítimas. Esse número representa uma queda de 66,7% em relação ao trimestre passado e de 60% na comparação entre abril de 2020 e abril deste ano.

Apesar do baixo número de detecção de artefatos, esses malwares foram eficientes quando o assunto é atingir instituições financeiras. Todos os alvos detectados foram do setor financeiro: bancos e instituições de crédito, com uma média de 33 alvos por malware.

Além disso, a preferência dos cibercriminosos pelos servidores da Amazon continua. A Axur identificou que 83,3% dos artefatos estavam hospedados na Amazon no momento da detecção e os outros 16,7% dos arquivos estavam no Namecheap, empresa multinacional de hospedagem na web.

INFRAÇÕES EM USO DA MARCAHouve uma queda de 41,5% no volume total de incidentes de marca, passando de 61.640 no primeiro trimestre do ano para 36.057 casos no segundo.

Mesmo com uma retração de 45,4%, os perfis falsos em redes sociais seguem como a prática mais comum entre os golpistas, com 61% dos incidentes de marca detectados no trimestre. Enquanto isso, o uso indevido de marca em buscas pagas voltou a crescer depois de um ano consecutivo em queda, com um crescimento expressivo de 16,5%.
Outro ponto de atenção trazido pelo relatório foi o crescimento de 14,7% nos aplicativos mobile fraudulentos. Foram identificados 3.356 apps falsos atrelados a marcas neste trimestre. Por fim, no período de um ano – entre os segundos trimestres de 2020 e 2021 -, o crescimento na identificação de aplicativos falsos foi de 225,1%.

Para ter acesso ao conteúdo completo do Relatório Atividades Criminosas Online no Brasil do segundo trimestre desenvolvido pela Axur, clique aqui.

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