Startup desenvolve inovação para evitar a falta de oxigênio medicinal

A crise gerada pela falta de oxigênio medicinal que provocou dezenas de mortes de pacientes de covid-19 no início do ano, em Manaus, evidenciou um grave problema de monitoramento e acompanhamento no tratamento de doenças que necessitam do insumo. Para ajudar a evitar situações como esta, a startup Salvus, de Pernambuco, desenvolveu o ATAS O2, dispositivo que utiliza inteligência artificial para monitorar de forma automatizada os estoques de oxigênio. O projeto foi viabilizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e já está no mercado.

Pesquisadores da Unidade Embrapii – Cesar, participaram do desenvolvimento do projeto, que traz Internet das Coisas (IoT) em seu conceito. Na prática, o equipamento conecta os cilindros à internet para que o monitoramento aconteça de forma automática, ou seja, sem necessidade de trabalho humano. Os dados de consumo e estoque são transmitidos para o computador do gestor da instituição ou empresa responsável, que faz o gerenciamento remoto da carga.

Além da melhoria da logística e economia de recursos, há também ganho para a segurança do paciente. A solução ainda identifica vazamentos ou erros no processo, o que deve gerar uma economia de 30% a 40% do gás, e avisa os profissionais de saúde sobre qualquer ocorrência relevante.

“Precisamos entender que o que aconteceu em Manaus pode acontecer em outras cidades”, afirma Maristone Gomes, CEO da Salvus. “Temos uma solução que poderia ter atuado para melhorar a gestão do oxigênio e reduzir este problema, principalmente ao evitar desperdício de oxigênio e melhorando a visibilidade.”

A Embrapii tem linha de financiamento especial para startups com recursos não reembolsáveis. O objetivo é aumentar a competitividade delas no mercado promovendo a interação com outras empresas e beneficiando o setor industrial. Neste caso da Salvus, o projeto também contou com o apoio da parceira com o Sebrae.

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