Deep Fake pode mudar uma eleição e os rumos de um país?

Artigo do jornalista Daniel Praciano, em www.danpnobre.com.br, site especializado em cibersegurança e outras informações sobre tecnologia:

Antes da última eleição municipal eu tentei provocar o assunto Deep Fake, a tecnologia onde você cria vídeos com a voz e imagem de uma pessoa (geralmente famosa) sem ser ela e coloca um texto totalmente desconexo para ela falar. A pauta não emplacou porque todos acham isso bobagem, uma inocente brincadeira. Mas não é. A Inteligência Artificial (IA) por trás do Deep Fake está evoluindo rapidamente e a tendência é que tenhamos, mais cedo ou mais tarde, algum efeito prático em uma eleição.

Com ânimos exaltados no Brasil, não acharia estranho que o grande e inicial golpe político usando Deep Fake venha exatamente do nosso País. Já tivemos enxurradas de fake news via WhatsApp na última eleição presidencial. Logo, para iniciarmos uma Deep Fake elaborada com vídeo ou mesmo só áudio, não seria nada estranho.

Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficar atento às movimentações, formar pessoal técnico capacitado para resposta imediata. Mas não só ao TSE: imprensa, partidos e até forças policiais precisam estar prontas para atuarem contra essa praga que está cada dia mais forte e viável.

Por enquanto vimos muita brincadeira e nada prático. Mas não é porque ainda não teve nada que um dia não irá acontecer. E te digo: está bem próximo.

Abaixo o vídeo no BuzzFeed em que Jordan Peele se passa por Barack Obama. Aqui é apenas uma brincadeira em tom de alerta. Esse clássico vídeo de 2018 foi só um pequeno alerta. Hoje, 2021, a IA já evoluiu muito mais. E em 2022… Quem sabe…

Deixe uma resposta