A Coluna do Roberto Maciel: O pior adversário, o mais traiçoeiro, virou um chifrudo feioso

  • Nota com referência bíblica: conta a tradição judaico-cristã que Lúcifer era o anjo mais próximo de Deus. O mais querido. Era o que gozava de maior confiança do Criador. Era bonito como nenhum outro. Tinha, como o nome indicava, o privilégio de carregar a luz do Todo-Poderoso. Detinha autoridade e uma série de regalias – um autêntico “mito” celestial. Ainda assim, traiçoeiro e perigoso, achou de questionar o mando divino. E julgou que poderia ocupar o lugar do Senhor, estar acima de tudo e de todos. Pra quê? Comandou um golpe e, sem aconselhamentos e estratégias necessários à vitória, sem exército que lhe valesse apoio, sem simpatia nem sustentação dos demais habitantes do Éden, foi preso e expulso do paraíso com suas milícias. Lúcifer, o encrenqueiro ambicioso mas sem inteligência e sem talento, teve o destino equivalente à morte: acabou condenado a ser nada mais do que Satanás. Virou um chifrudo feioso, de cujos cornos poucos querem proximidade. O demo, o sete-peles, o cão, o capiroto, o capeta, o tranca-rua – hajam nomes feios para designá-lo, hein? Ponto final.
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Confronto
O presidente Jair Bolsonaro arranjou uma encrenca feia com aqueles que, de 2013 a 2018, tiveram importância ímpar na trajetória que cumpriu: os banqueiros. A Febraban, federação que representa essas empresas, apoiou decisivamente as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT). Também garantiu base às articulações que resultaram no afastamento da presidenta. Por fim, bancou os cenários nos quais Paulo Guedes, hoje ministro da Fazenda, apresentou o candidato que havia escolhido em seu projeto de dominar a economia brasileira. A entidade se identificava com Guedes e Bolsonaro, mas agora não os entende mais como portos seguros para o capital.

Outra
Na queda de braço entre o Planalto, que ameaça tirar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal de entre os filiados da Febraban, há outra sigla às margens de entrar no ringue: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que também tem emitido sinalizações incômodas para o governo de Jair Bolsonaro. E para onde a Fiesp vai, as outras federações vão atrás. A poderosa instituição paulista é uma indiscutível guia de toda uma cadeia econômica.

Moda

Apóstolo Luiz Henrique destaca projeto que determina vacinação de servidor


A foto acima é do deputado-pastor Luiz Henrique (Progressistas), feita pelo jornalista José Leomar e publicada no site da Assembleia do Ceará. Não há nada de interessante que ele tenha dito ou proposto, esclarecemos, mas o jeito que se veste chama atenção que não é brincadeira!

Lado a lado
O Núcleo de Mediação e Gestão de Conflitos da Assembleia Legislativa do Ceará firmou cooperação técnica com a Vice-Governadoria do Estado. Os órgãos vão organizar encontros periódicos sobre propostas, experiências e boas práticas em métodos consensuais de solução de conflitos. O acordo inclui temas sobre mediação e práticas restaurativas, por meio de eventos, cursos, palestras e capacitação.

Ano eleitoral
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), ligou o farol de milha sobre os arroubos golpistas contra a democracia brasileira. Ele avalia que as ameaças do presidente Jair Bolsonaro contra os interesses do País não devem ser preocupação em curto prazo, mas para 2022. “O que deve ser notado não é o 7 de setembro de 2021, mas o 7 de setembro de 2022”, alerta.

Nome

Projeto de Eduardo Bismarck estabelece princípios para o uso da  Inteligência Artificial no Brasil - PDT na CâmaraPDT na Câmara


O deputado federal Eduardo Bismarck (PDT, acima) é o único cearense na categoria “parlamentares em ascensão em 2021” listada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Ainda em primeiro mandato, Bismarck integra a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e tem, entre os projetos que apresentou, o que cria o marco legal da inteligência artificial no Brasil. A relação dos “cabeças” do Congresso inclui 150 nomes.

“Minha fala nordestina/Quero esquecer o francês”
Tem a chique denominação de “Village Noble Serveur II” (tem de fazer biquinho para pronunciar) o residencial que a Prefeitura de Fortaleza inaugurou no Bairro Itaperi. O conjunto tem 80 apartamentos e o público atendido são servidores públicos, daí o nome em francês. Os versos que servem de título para esta nota são do incomparável compositor cearense Antônio Carlos Belchior.

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