Dicas para o pequeno varejista aumentar seu faturamento

O ranking do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) aponta que o faturamento das 120 maiores empresas varejistas do Brasil cresceu 20% no ano da pandemia, de R$ 526 bilhões para R$ 632 bilhões. Entre as dez maiores companhias o faturamento foi ainda maior, chegando a quase 30% de crescimento, enquanto o faturamento das dez menores empresas varejistas sofreu uma queda de 22%.

Para Christian Bundt, membro do Comitê de Economia e Tendências Empresariais do ISAE Escola de Negócios, essa maior concentração no mercado já era esperada, independente da pandemia. “As grandes empresas varejistas contam com mais recursos e tecnologias para buscar o crescimento de suas receitas. O que se alterou foi o tamanho desse crescimento, assim como os segmentos e tipos”, aponta o especialista.

No caso do comércio eletrônico, os valores absolutos vêm crescendo ano a ano. De 2010 a 2019, o crescimento médio do e-commerce foi de aproximadamente 16% ao ano. Já em 2020, segundo a pesquisa semestral Ebit | Nielsen, o índice subiu para 47% sobre 2019, com destaque para a região nordeste do Brasil, onde o comércio eletrônico mais cresceu de 2019 para 2020. “É sim um aumento fora da curva, muito em função da pandemia. Mas outro fator que também influencia nesses números é o aprimoramento das condições logísticas, como entregas mais rápidas e mais baratas, e a própria expansão do comércio eletrônico, que ganhou a antecipação de investimentos durante o isolamento social”, explica Bundt.

Mas o trunfo de todo o processo foi a ‘apuração’ da transformação digital, que já batia à porta do mercado. Ela, somada à logística, foram os setores que roubaram a cena, em função da mobilidade prejudicada e desestimulada. “Neste processo, os marketplaces são as estrelas”, afirma o especialista do ISAE. E nessa condição de baixa mobilidade, muitos pequenos negócios também foram forçados a migrar ou a ampliar a atuação para o comércio online. “Os marktplaces são as soluções mais ágeis e menos custosas para entrar na rede de comércio eletrônico, principalmente por oferecerem recursos usados por grandes varejistas, como gestão do estoque terceirizada e chatbots para atendimento”, conta.

Confira 4 dicas que o pequeno varejista pode aprender com os grandes:

1. Observe como os grandes organizam as promoções, desde o público e a linguagem até as cores e figuras utilizadas.

2. Estabeleça uma rede de parceiros para o seu segmento de negócio.

3. Crie novos produtos ou inove com assinaturas periódicas, entre outras ideias.

4. Crie uma boa estratégia de logística – você pode procurar na sua região as empresas que prestam esse serviço e fazer simulações para verificar o quanto impactaria no seu preço final.

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