Obra inédita no Brasil,”All In” analisa o comportamento de personalidades do mundo corporativo

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“É raro encontrar alguém capaz de mudar todo o cenário competitivo de um único setor, mas é quase inédito encontrar uma pessoa que conseguiu fazer isso em vários setores. ” É o que afirma Robert Bruce Shaw, estudioso de empresas de alta performance e conhecido por ter examinado as práticas organizacionais que fazem empresas como Netflix, Pixar e Airbnb serem referências em inovação.

No entanto, seus esforços se concentraram nas dinâmicas das equipes e não em suas lideranças. Curioso em entender a psicologia por trás daqueles que construíram produtos ou serviços extraordinários, seu mais novo lançamento “All In (Tudo ou Nada)” – traduzido pela editora AlfaCon – agora se dedica a examinar a natureza da liderança obsessiva – em parte, explorando o pensamento e as práticas de líderes icônicos do mundo dos negócios.

Na obra, o autor reflete sobre um elemento em comum de personalidades de sucesso mundial nos negócios, como Jeff Bezos, Elon Musk e Steve Jobs. “O compromisso apaixonado desses líderes para alcançarem seus objetivos chega, em alguns momentos, a cruzar a linha tênue da obsessão”, conta. Dessa forma, Shaw tenta explicar como essa capacidade extrema de se comprometer com um projeto pode gerar consequências tanto positivas quanto negativas. 

No livro, ele narra episódios onde os três se dispuseram a assumir riscos enormes e seguir em frente apesar das grandes chances de fracassar. São pessoas que acreditaram obsessivamente em suas ideias e, a partir daí, criaram produtos icônicos e construíram empresas que mudaram o modo de viver e de trabalhar. 

Nesse aspecto, o autor mostra como a habilidade de comprometimento com um propósito é necessária e produtiva para os negócios. E para isso ele se baseia em estudos de caso para descrever como isso se manifestava em cada uma dessas lideranças, levando-os a revolucionar seus mercados, além das lições que se pode aprender com essas experiências. 

Para ele, organizações que progridem em seus empreendimentos quase sempre dependem de um pequeno grupo de pessoas que estão completamente concentradas no objetivo que perseguem. “No entanto, o desafio é conseguir se beneficiar das vantagens desse comportamento e, ao mesmo tempo, reduzir suas desvantagens”, alerta.

Controle das ambições

Assim como uma faca de dois gumes, ser obsessivo também tem seu lado negativo. O custo, geralmente, é o de prejudicar a saúde física e emocional, as relações pessoais e de trabalho e, em algumas situações, o avanço na carreira. 

“Preocupar-se muito com uma coisa pode significar que outras coisas são negligenciadas ou sacrificadas na busca de um objetivo singular. Vale lembrar como Jobs foi retirado do conselho de administração da Apple ao entrar em conflito com várias lideranças internas por ser inflexível às suas ideias, por exemplo”, diz Shaw. 

O autor traz, ainda, episódios sobre como a obsessão pode se tornar um potencial instrumento prejudicial nos negócios em que mostra em um estudo de caso a busca agressiva do Uber por crescimento durante a gestão do CEO Travis Kalanick. 

“A obsessão, então, é necessária e potencialmente tóxica – uma bênção e uma maldição. Minha intenção ao escrever o livro é ajudar os líderes e aspirantes a líderes a maximizar o que a obsessão oferece, em parte, ao compreender o que ela também pode tirar”, finaliza.

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