Aldo Rebelo fala sobre política, economia e ambiente no podcast Política ao Quadrado

O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo está no 33º episódio do Política ao Quadrado. O político, que anunciou recentemente pré-candidatura à presidência da República de forma independente, afirmou não ter identidade com as principais agendas que estão em disputa em 2022, a do PT e a do presidente Jair Bolsonaro.

“Não tenho partido, não estou filiado, não represento nenhuma grande corporação”. Para Aldo, a agenda de Bolsonaro é desorientada. Com relação ao ex-presidente Lula, o convidado esclarece que sua agenda é autônoma em relação ao PT, que teria, segundo ele, uma visão ressentida e identitária. E cita as composições realizadas pelo petista: colocou um representante do agronegócio no Ministério da Agricultura (não um sem-terra); no Ministério da Indústria e Comércio, um grande empresário (não um sindicalista); buscou um grande industrial como vice; além de ter colocado na presidência do Banco Central um quadro do PSDB. Para Aldo, Lula deve repetir tais escolhas, o que pode produzir uma vitória eleitoral, “mas não tira o Brasil do lugar”.

Aldo afirma existir, no campo progressista, uma falta de compreensão acerca do agronegócio, expressão que engloba atividades muito distintas, desde criadores e agricultores a atividades industriais de transformação sustentadas pelo campo. Ser um grande produtor agrícola não representaria uma deficiência, uma morbidez, e não se deve creditar à agroindústria a desindustrialização do país. Ele lembra ainda que a acumulação cafeeira financiou o início da industrialização nacional. “O sujeito que está criando vaca em Araçatuba ou plantando soja em Sinop não pode ser responsabilizado pelo país ter se desindustrializado”. Para ele, os excedentes agrícolas poderiam ser bem aproveitados.

Criminalização do desenvolvimento – Rebelo criticou as forças progressistas urbanas que não conhecem o campo, setor com a relevante função social de produção de alimentos num país do tamanho do Brasil. Na conversa, o ex-ministro opinou sobre as leis ambientais brasileiras, que seriam excessivamente rigorosas, burocráticas e antidesenvolvimentistas. “Eu dizia para o presidente Lula e para a presidente Dilma: com essa legislação, não se faz um metro de estrada, não se faz uma ferrovia, não se faz uma ponte, não se faz nada. Licenciar uma obra no Brasil é uma coisa quase impossível”. Ainda conforme o político, o Brasil não se encontra em risco ambiental grave e a política internacional do atual governo, desastrada e de conflito, teria sido responsável pela rearticulação de ONGs.

Sobre a Amazônia, Rebelo afirma que as redações da grande imprensa (do Sul e Sudeste) seriam controladas por estas organizações ambientalistas, que tratam da região a partir dos escritórios do Jardins, bairro paulista. E nega o processo de desmatamento irreversível das florestas. O ex-ministro cita que nem cerca de 3% do estado do Amazonas – com 1,6 milhão de quilômetros quadrados de área – apresenta ocupação econômica e demográfica. “Como é que isso vai ser destruído daqui para amanhã, minha gente?”

Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

Clique no link e ouça o episódio:

https://spoti.fi/3zSBzdu

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