A Coluna do Roberto Maciel (quinta, 9.9): Nunca fomos tão infelizes

  • Dois dias após bizarras comemoração do Dia da Independência do Brasil, no qual muita gente comprovou ser dependente de fake news, deformidades políticas e morais e discursos de ódio, a empresa CupomValido.com.br divulgou nesta quinta-feira (9.9) um estudo que fez com base em diferentes pesquisas de diferentes países. Plataforma de impulsionamento do comércio eletrônico, a Cupom Válido apurou dados, comparou números e concluiu – bingo! – que os brasileiros não estão felizes. O que se sabia fartamente por meio do empirismo chegou, enfim, ao nível científico. Os dados analisados são do World Happiness Report, Nature e Harvard, referentes a 153 países. Sim, estamos infelizes. Muito.
CBN - A rádio que toca notícia - A infelicidade é uma das principais  características humana

Do lado de lá
Povos nórdicos, na Europa, ocupam o topo do ranking mundial da felicidade, sendo a Finlândia a nação mais feliz do mundo. Em seguida estão a Islândia e a Dinamarca. Lá, têm-se educação, cultura e saúde alcançando 100% da população. Não só. Há também economias estabilizadas, ciência e direitos humanos respeitados. E, por último mas não menos importante, prevalece o respeito político às diferenças e, sem esforço nenhum da sociedade, repudia-se tacitamente qualquer mínima menção fascista ou autoritária. As instituições públicas têm valor consolidado, autoridades não xingam nem ameaçam a liberdade do povo. Ninguém diz que vai descumprir a lei.

Você pode ler texto completo neste link, acompanhando infográficos bem detalhados.

Agulha
A Assembleia Legislativa do Ceará e o setor produtivo estão caminhando lado-a-lado na campanha Ceará Imunizado. As ações já estão sendo projetadas, com foco na vacinação de trabalhadores do comércio e da indústria e no estímulo para que o público consumidor também se vacine. O momento é vital. Literalmente.

Esperança x medo
O fato de a infelicidade ter sido uma tônica na cena brasileira nos últimos anos, com mais de 580 mil mortos pela covid-19, cerca de 14,4 milhões de desempregados, ameaças constantes à democracia feitas pelo próprio presidente da República, a inflação descontrolada, a fuga de investimentos, a perda de credibilidade interna e externa, a balbúrdia política e a falta de perspectivas em curto e médio prazos impõe, evidentemente, um clima tenebroso ao cidadão. A boa notícia, no entanto, é que a história prova que, com articulação social e fortalecimento das instâncias coletivas, é possível substituir a degradação e a destruição por prosperidade. A Europa pós-II Guerra, sobretudo a Alemanha, é prova disso. Lá, trocou-se o nazismo e o fascismo pela democracia. A esperança venceu o medo.

Aos vivos
Tive na última terça-feira uma boa conversa com um caro colega: o jornalista Nélson Augusto (veja acima). Craque em cultura pop, conhecedor profundo de várias vertentes da música, Nélson é um nome extremamente firme no cenário do rádio cearense e especialista em Beatles. A propósito disso, falamos um bocado sobre os 50 anos do disco Imagine, referencial na obra de John Lennon.

Manifeste-se
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