Qual sistema de TV por assinatura ter na empresa: próprio ou compartilhado?

Expandir a empresa com um novo serviço é uma estratégia para fidelizar ainda mais o cliente, assim como aumentar o próprio número de consumidores. Para os ISPs a possibilidade disso é através da inclusão do serviço de TV por assinatura. Esse processo pode resultar em um aumento de 30% no faturamento, além de trazer uma imagem mais sólida para a empresa, que passa a vincular sua marca não apenas a novos serviços, mas sim, a grandes empresas do setor, passando a oferecer canais como CNN, Discovery Channel, Disney Channel, Warner, Band Sports, fomentando um padrão de visibilidade mais arrojado aos negócios.

Porém, após avaliar todas as vantagens de se investir em TV por assinatura, como fidelizar os clientes da base, atrair novos consumidores, aumentar a lucratividade da operação, o próximo passo do planejamento é entender quais são as opções de mercado para tornar viável a operação de TV por assinatura de uma maneira simples e menos burocrática possível, sem que seja necessário comprar antenas ou ter uma equipe técnica para a construção do parque com as antenas e mesmo a estrutura física dessa operação, ou seja, não basta apenas escolher dar o próximo passo, mas também, qual passo será o que garante maior cobertura e assessoria para a sua equipe em momentos de implantação e dúvidas.

De acordo com Alex Jucius, diretor-geral da Associação NEO: “Aumentar a sua gama de serviços traz inúmeras vantagens ao ISP. É importante que o ISP diferencie sua banda larga em relação aos seus concorrentes. Mais do que isso, agregar produtos como a IPTV, além de ter um aumento de receita para o usuário, é sabido que quanto mais produtos um ISP tem no seu pacote, menor será a redução de clientes que deixam sua base por mês. E a IPTV vem ampliar o número de pacotes disponíveis para o público”.

Headend próprio ou compartilhado, qual a melhor opção?

Headend Próprio funciona de forma muito similar ao Compartilhado, isso porque, ambos são uma central de recepção. No caso do ISP que pretende ter um headend próprio, para que tenha o processamento, geração e transmissão de sinais audiovisuais, todo o processo de licenças, contratos com operadora, busca por satélite é feito por conta própria e pago exclusivamente pelo empresário.

Estes custos tornam todo o processo de headend próprio extremamente caro para o provedor. Já o Headend Compartilhado também é uma central de recepção, que faz o processamento de mídia necessária para a operação dos serviços de TV por assinatura, que recebe os sinais de canais variados e os transmitem para o usuário. Esse processo é feito por distribuição de sinais via satélite e depois compartilhado com os provedores, que repassam aos clientes finais via IPTV, pelos cabos da operação de internet.

Para Osmir Petrini, sócio-diretor da Multtv, empresa que fornece compartilhamento de headend, um dos principais benefícios desse serviço é “Contar com todos os benéficos de personalização que um Headend próprio proporciona sem ter uma estrutura enorme em sua empresa e o melhor com custo de investimento na casa de 3% ao que custaria um headend próprio.”

Outra vantagem desse compartilhamento é ter equipes especializadas cuidando de tudo para operação de TV por assinatura ter êxito, inclusive ajudando na venda do produto, além de treinamento de equipe de vendas, mas também profissionais de marketing para criação de campanhas e auxílio com regras de publicidade para cada emissora.

Tanto o Headend próprio quanto o Compartilhamento de Headend têm vantagens que o ISP pode acrescentar em sua gama de serviços. De acordo com Douglas Arruda, gerente de projetos do provedor Fasternet, a empresa criou uma imagem mais robusta perante o público. “Ganhamos também em profundidade. Os clientes se surpreendem ao saber que temos a opção da TV por assinatura porque a maioria deles tem uma imagem de que somente grandes provedores de internet conseguem vender TV e ainda temos agora a demanda fora do combo de televisão com a internet”.

Deixe uma resposta