Empresa movimenta R$ 874,9 milhões em operações de capitais de janeiro a agosto

O forte crescimento no fluxo de capitais destinados às startups brasileiras tem sido bem aproveitado pela Remessa Online, a principal plataforma brasileira para transações internacionais. Depois dela mesma ter recebido no ano passado um aporte de R$ 110 milhões numa rodada liderada pela Kaszek Ventures (Nubank, Quinto Andar) e pelo investidor Kevin Efrusy, do fundo norte-americano Accel, a fintech voltou esforços para permitir a internacionalização de pequenas e médias empresas, em especial as startups.

O investimento fez decolar a solução Remessa for Startups que, além de viabilizar o recebimento do investimento obtido no exterior, ainda oferece suporte para internacionalização do negócio e mentorias com o objetivo de preparar as empresas brasileiras para captarem recursos em qualquer lugar do mundo. Por meio da solução, no primeiro semestre foram trazidos para o Brasil R$ 874,9 milhões, principalmente Seed e Série A, destinados às startups em fase inicial de operação. O montante representa um crescimento de 151% em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Além de sermos mais eficientes que os bancos nestas operações, nós conhecemos as necessidades das startups. Ajudamos as empresas a vencer cada etapa do processo de internacionalização com mais agilidade. Quando o dinheiro chega mais rápido às startups, elas podem colocar em prática mais cedo os planos de crescimento e as contratações”, explica Alexandre Liuzzi, cofundador e diretor de estratégia da fintech.

Bola da vez

Investidores internacionais estão de olho nas startups instaladas nos países em desenvolvimento e o Brasil figura como o principal destino dos investimentos na América Latina, graças às condições de crescimento das startups, o volume e a qualidade das inovações. Somente em agosto deste ano, as startups brasileiras captaram US$ 772 milhões em investimentos, segundo dado recente de pesquisa mensal realizada pela Distrito.

“Devido ao perfil do negócio, as startups dependem dos investimentos de fundos especializados e com grande apetite ao risco. Esse capital, na maioria das vezes, está fora do Brasil. Chegar até ele é um dos desafios dos empreendedores do universo digital. É quase que obrigatório a startup também estar lá fora e nós temos ajudado essas empresas a colocarem um dos pés no exterior”, destaca Liuzzi.

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