Plataforma analisa como o Open Banking está repercutindo no ambiente digital

O Open Banking é a mais recente novidade do setor financeiro e há expectativa de que torne as operações mais ágeis e que os clientes tenham acesso a serviços mais personalizados a preços mais competitivos. Para saber como têm sido as conversas no ambiente digital sobre o tema, a plataforma de insights Stilingue realizou uma análise integrada de mais de 33 mil de publicações coletadas via Social Listening sobre o Open Banking entre agosto de 2020 e 17 de agosto deste ano.

O levantamento mostra que 83% das publicações foram feitas por perfis corporativos, o que indica que os usuários ainda não se envolveram muito no assunto. Os portais de notícias (57%) foram os que mais publicaram a respeito do Open Banking e, nas redes sociais, 25% das discussões ocorreram no Twitter, 5% no Youtube, 4% em blogs e 1% no Instagram. Em termos gerais, 45% dos posts tiveram sentimento positivo, 41% foram neutros e 13% negativos.

Confira os principais insights do levantamento da Stilingue:

O que gerou mais discussões?

Durante o período analisado, foram identificados três picos de menções sobre o Open Banking. O primeiro ocorreu em 1º de fevereiro deste ano, quando o Banco Central anunciou a primeira fase do Open Banking, com 1.221 publicações, o que representou 4% do total de publicações; o segundo aconteceu no dia 24 de maio, depois de a propaganda do Santander com Gil do Vigor ir ao ar, o que gerou 836 posts sobre o tópico, 2,5 vezes mais em relação ao dia anterior; e o terceiro e maior pico ocorreu no dia 13 de agosto, data de início da segunda fase do Open Banking, representando 5,7% do total de postagens.

Nos dois primeiros picos, os posts positivos variaram entre 56% e 58%, e o comercial do Santander com Gil do Vigor fez com que a maioria das publicações passasse a ser feita no Twitter ao invés de nos portais de notícia. No entanto, após o anúncio da segunda fase do Open Banking, marcada pela possibilidade de compartilhamento de dados entre clientes e instituições financeiras, os posts positivos caíram para 27%, enquanto os neutros aumentaram para 57% e os negativos para 17%, 9% a mais do que o registrado nos picos anteriores.

Quem mais falou a respeito?

O Santander foi o banco que mais trabalhou a comunicação sobre o Open Banking, seguido pelo Itaú e Bradesco. Os três ficaram à frente de Banco do Brasil, Nubank, PicPay, XP Investimentos, Banco Pan, C6 e Banco Original. No total, as instituições financeiras fizeram 4,8 mil posts sobre Open Banking. Entre eles, os que tiveram mais interações foram os do Santander (15 mil curtidas e 2 mil comentários) e do Banco Original (7 mil curtidas e 305 comentários), que tiveram os ex-BBB Gil do Vigor e Camilla de Lucas em suas campanhas, respectivamente.

E o que os usuários acham?

O Open Banking foi apresentado pelos portais como o próximo grande avanço do segmento financeiro após o PIX. Pelo fato de ser uma novidade com muitos detalhes, os portais e bancos focaram em explicar como funcionam os sistemas integrados de informações, ressaltando a possibilidade de conhecer novos produtos e serviços, o que traria vantagens aos consumidores. Além disso, também mostraram que o Open Banking irá aquecer o setor e contribuir para aumentar a competitividade e para o desenvolvimento de produtos exclusivos. Existe ainda uma expectativa de que o lançamento contribua para a aprovação de crédito.

Por outro lado, apesar de os comentários de pessoas físicas nas redes sociais sobre desconfiança em relação ao Open Banking representarem menos de 1% do total de publicações sobre o tema, os usuários mostraram apreensão. O principal argumento foi que não se pode “confiar em bancos” e que por isso não irão disponibilizar seus dados.

Open Banking: positivo ou negativo?

Se nos últimos quatro meses de 2020 tínhamos poucas conversas sobre o Open Banking, isso mudou neste ano, principalmente entre maio e agosto. O período foi marcado pela segunda fase do Open Banking, inicialmente prevista para julho e iniciada em 13 de agosto, o que aumentou em 113% o número de postagens em relação aos quatro primeiros meses de 2021.

O teor das publicações também mudou. Entre agosto e dezembro de 2020, 39% dos posts eram positivos, com 14% negativos e 46% neutros. Já nos quatro primeiros meses de 2021, 55% dos posts foram considerados positivos, enquanto os negativos passaram para 12% e os neutros ficaram em 36%. Entre maio e agosto, os posts positivos caíram para 43% e tanto os negativos quanto os neutros voltaram a subir para os patamares de 14% e 46%, respectivamente.

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