Mais de 500 startups se inscrevem em selo que reconhece inovações de impacto social

O selo iImpact recebeu neste ano 555 inscrições de startups de 24 países. Desenvolvida pelo Innovation Latam em parceria com a Fundação Dom Cabral, a iniciativa reconhece startups que estão realmente gerando impacto socioambiental positivo na América Latina.

O Brasil concentra o maior número de inscrições, com 311 participantes. Em seguida, aparecem México (38), Chile (28) Peru (26) Argentina e Colômbia (24 de cada país).

Um destaque no perfil das participantes é a predominância de startups maduras. Do total de inscritas, 86,7% têm ao menos um MVP (Mínimo Produto Viável) estruturado. Metade (53,9%) das startups já está em fase de tração (traction) ou escala (scale-up).

Em relação ao modelo de negócio, a maior parte delas (66,7%) tem operações B2B ou B2B2C. A análise de perfil mostra ainda que 18% atuam no mercado B2C, 12,2% no marketplace e o restante P2P.

O selo iImpact permite que startups se qualifiquem e mostrem ao mercado o compromisso em promover soluções que corroborem com os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ano passado, 65 projetos foram reconhecidos pelo impacto gerado na sociedade.

Cada startup pode apontar até três dos 17 ODS como foco de sua atuação. Na atual edição do selo, o 8º objetivo da ONU – trabalho decente e crescimento econômico – foi destacado por 135 das startups inscritas. Também tiveram mais de 100 registros os ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), 12 (consumo e produção responsáveis) e 13 (ação contra a mudança global do clima).

“Além de dar visibilidade a importantes projetos, o selo iImpact abre oportunidades para as startups se conectarem a mentores, grandes empresas e possíveis investidores”, diz João Pedro Brasileiro, fundador da plataforma Innovation Latam.

Para o professor Fabian Salum da FDC, líder da metodologia de pesquisa, a edição 2021, em particular, demonstra o interesse e seletiva escolha com aderência recorrente das startups ao projeto iImpact. “Percebe-se, na primeira fase da coleta de dados, que as startups participantes demonstraram novamente o interesse em compartilhar seus projetos, modelos de negócios, e formas de medir o impacto gerado de forma representativa e correlacionada à alguma das 17 ODS da ONU.”

Com as inscrições encerradas, começa agora a seleção para a segunda fase. Nela, as startups selecionadas apresentarão as evidências do impacto que geram. Além da validação da Fundação Dom Cabral, elas passarão pelo crivo de uma banca de jurados composta por 80 executivos de grandes empresas e organizações que atuam na América Latina e em outros países, além de docentes.

Entre as companhias estão Aegea, IBM, Ambev, Grant Thornton, Amazon, Gerdau, MRV Engenharia, Electrolux, Banco Carrefour, Grupo A.Yoshii Engenharia, Editora Globo, Grupo Sequoia, Bradesco, Cubo-Itaú, Dow, Roche, Saque-Pague e outras.

Dentre as organizações internacionais, destacam-se o ICLEI, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, Future Females, Principles for Responsible Investment, ISH Markit for Latin America, dentre outros.

O processo de avaliação é feito a partir da metodologia desenvolvida pelo por Fabian Salum e equipe, da Fundação Dom Cabral, que além de estar alinhada com os compromissos definidos pela ONU, busca a comprovação das evidências da contribuição socioambiental gerada pela startup para com a sociedade que recebe direta ou indiretamente o impacto positivo dessa contribuição.

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