EUA liberam entrada de brasileiros e especialista dá dicas sobre como gastar menos com o dólar tão alto

Vai ter viagem de férias para os Estados Unidos. O governo dos EUA anunciou a liberação da entrada no país dos estrangeiros vacinados contra a covid-19, a partir de novembro. Os turistas deverão apresentar documento comprovante da imunização antes de embarcar, um teste feito três dias antes da partida e a prova de resultados negativos. A quarentena, entretanto, não será mais exigida.

Os Estados Unidos são destino preferencial de brasileiros endinheirados – antes, até empregadas domésticas iam, conforme o ministro Paulo Guedes que, incomodado, sugeriu que as trabalhadoras não viajassem -, que buscam parques temáticos de Orlando, como a Disneyworld e a Universal Orlando. Procuram também arranha-céus iluminados, lojas de todos os tipos e tamanhos e preços de Nova York, onde o presidente Jair Bolsonaro começou pizza numa calçada, que atraem milhares de turistas do Brasil todos os anos. Lembrando que um dólar custa cerca de R$ 5,30.

O segmento do Turismo dos EUA gerou em 2019, por exemplo, US$ 712 bilhões (perto de R$ 380 bilhões). No ano passado, já na pandemia, foram US$ 396,37 milhões (aproximadamente R$ 209 bilhões), perto da metade. A expectativa é a retomada do crescimento no setor ainda este ano.

Com as viagens liberadas, o momento é de pensar como se preparar para as oscilações do dólar para que o passeio não fique caro demais ou mesmo inviável. Cautela no momento de comprar a moeda norte-americana e evitar deixar isso para às vésperas do embarque são dicas de Anderson Souza Brito, especialista em câmbio da Revhram. “Precisa ser de forma gradual e planejada para minimizar os impactos das interferências e que se possa obter um preço médio de seu valor”, disse. Brito lembrou que essa estratégia do preço de médio é conhecida como Dollar Cost Averaging (DCA), que é escolher uma moeda para comprar e aplicar periodicamente uma quantia fixa na compra dela.

A variação no valor do dinheiro é provocada por fatores como expectativa da vacinação da população, turbulência política e intervenções dos Bancos Centrais, que alteram as taxas de juros em busca de conter as consequências da crise sanitária.

Brito apontou um caminho para quem for viajar para os EUA e pretende economizar com cédulas de dólares. São três tipos existentes no mercado e são conhecidas como cara pequena (mais antigas), cara grande (antigas esverdeadas) e a mais nova que possui novos dispositivos de segurança, como uma fita azul. Todas são válidas, segundo o Banco Central dos Estados Unidos. Porém, de acordo com Anderson, elas possuem valores diferentes no mercado em razão da segurança. 

Outra maneira de economizar é checar os sites que compilam as cotações de casas de câmbio e ainda destacam no seu preço do Imposto de Operações Financeiras (IOF). 

Brito pontua que comprar a moeda estrangeira é a maneira mais vantajosa, por conta da incidência menor de imposto, o que gera uma economia considerável. Ele destacou ainda que além do dinheiro físico, o turista tem à disposição o cartão pré-pago e o cartão de crédito.

Cartões

No caso do cartão pré-pago, existem os custos, a incidência do IOF e a taxa do câmbio do momento do carregamento do crédito. Do mesmo modo, acontece com o cartão de crédito internacional, com IOF, mas a taxa de câmbio será a do momento da utilização.

Conta-corrente

Por aqui, é possível abrir uma conta corrente internacional em dólar para ajudar na conversão e evitar o transporte da moeda física. A vantagem é que a cotação do dólar é o comercial e não o turismo, o que já representa uma economia muito considerável. “O viajante também pode mesclar as modalidades de pagamento durante o passeio e curtir pagando menos”, disse o especialista em câmbio.

Por fim, o especialista destaca que quem sai do Brasil, com mais de R$ 10 mil, precisa preencher uma Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) e apresentá-la à fiscalização aduaneira.

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