A educação como forte aliada do estágio e do mundo corporativo

Artigo de Carlos Henrique Mencaci, presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios:

A preparação do jovem desde a educação básica é uma base fundamental para a jornada profissional. Infelizmente, a crise do Covid-19 dificultou esse processo, acentuando essa necessidade e os estudantes precisaram dar ainda mais importância para a fase. Afinal, nela se desenvolvem características significativas para o universo laboral.

Muitas habilidades como o raciocínio lógico, uma boa comunicação e a análise crítica são fortalecidas na instrução básica e são essenciais para o progresso das aptidões comportamentais, por exemplo. Todavia, mais da metade da população acima dos 25 anos não concluiu o ensino médio, de acordo com a Pnad Contínua 2019. Uma informação alarmante, pois esse cenário afeta, inclusive, a competitividade do Brasil.

Ademais, isso aumenta a desigualdade social, na qual os menos favorecidos já não terminam esse grau e, assim, também não conseguem seguir uma carreira proveitosa. De acordo com estudo do Instituto Semesp, os graduados têm 54% menos de chance de ficar desempregado em relação a quem tem apenas o ensino médio ou fundamental completo. Veja a tamanha urgência de investir na nossa juventude!

A escola é importante na didática, mas temos também a prática, com o estágio, por exemplo. Ou seja, as companhias também são importantes instrumentos de ensino e precisam se conscientizar disso. Além do mais, só é possível estagiar quem está regularmente matriculado no nível médio, técnico, superior ou nos dois anos finais do ciclo fundamental do EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Esse é um grande incentivo, inclusive, para evitar a evasão escolar. Isso porque conforme a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Educação, de 2019, já são 50 milhões de brasileiros entre 14 e 29 anos fora das salas de aula. Logo, muitos dos nossos jovens não estudam.

Incentivos

Na contramão desse contexto, o mercado pede cada vez mais por especializações. Por isso, o ensino a distância (EAD) é uma alternativa. Afinal, continuando os estudos, a juventude consegue manter ou iniciar um estágio, mesmo durante essa crise.

Portanto, a preparação do indivíduo desde a alfabetização é um caminho crucial para desenvolver competências e maestrias indispensáveis para o mundo corporativo. Além disso, fazer cursos virtuais extracurriculares podem ajudar a expandir os horizontes e fortalecer o currículo.

Existe uma reforma do popular “ensino médio” avançando pelas redes estaduais de todo o país. A proposta prevê um currículo dividido entre conteúdo comum e assuntos específicos. Com isso, além das matérias tradicionais, o aluno poderá escolher disciplinas eletivas, as quais terão mais conexão com seus desejos para a profissão.

Essa é uma maneira, por exemplo, de buscar soluções e recursos para minimizar os efeitos pós-crise em todos os cenários. Sobretudo, permaneçamos esperançosos na recuperação do mercado com o andamento da vacinação e tomando as medidas de proteção necessárias. Dessa forma, aceleramos esse processo.

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