Brasil

Ceará e CAF firmam parceria

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O Governo do Ceará e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) firmaram parceria para o investimento de US$ 124 milhões no Estado. Desse montante, US$ 100 milhões são do banco, e US$ 24 milhões de contrapartida do Estado. As áreas atendidas serão as de cultura e de turismo.

“O Ceará tem sido o estado com o maior volume de investimentos públicos do Brasil. Isso significa mais escolas, UPAs, estradas, viaturas e benefícios que melhoram a vida dos cearenses. A CAF tem sido uma parceira importante e ampliaremos ainda mais essas ações conjuntas”, explicou o governador Camilo Santana (PT, na foto).

O representante da CAF no Brasil, Jaime Holguín, registrou que são aguardadas ações de imediato. “A parceria é muito interessante, pois há projetos, programas que vão melhorar as condições e a qualidade de vidas das pessoas”.

O secretário da Cultura, Fabiano Santos Piúba, explicou quais são os projetos prioritários da pasta na parceria. “Três projetos são prioridade: a construção do nosso Museu da Imagem e do Som (MIS); da Estação das Artes, na antiga Estação João Felipe, com projeto da Pinacoteca, mercado de artes e gastronomia, em forma conectada e articulada com a Escola de Gastronomia e Hotelaria do Ceará; e o Centro Cultural do Cariri”.

O secretário do Turismo, Arialdo Pinho, disse que a parceria vai permitir a celeridade e projetos que já estão em andamento. “Estamos finalizando contratos pendentes, temos que fazer entregas até 2020, mas estamos fazendo uma força-tarefa para entregar o quanto antes. Também estamos pleiteando uma negociação para um novo Plano de Desenvolvimento do Turismo no Ceará, na ordem de US$ 80 milhões. O governador deu aval e o turismo cearense sai muito feliz dessa reunião”.

Estratégias de desenvolvimento movimentam análises no Ceará

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Instituições públicas e privadas do Ceará estão analisando propostas que podem potencializar ações da Plataforma Estratégica de Desenvolvimento de Longo Prazo – Ceará 2050.

Já há diagnósticos dos projetos Rotas Estratégicas Setoriais e Bússola da Inovação, ambos pilares do Programa para Desenvolvimento da Indústria. Elaborado pela Fiec, o programa pretende traçar, em curto, médio e longo prazo, o perfil econômico das regiões do Estado.

Segundo o professor Barros Neto, coordenador do Ceará 2050, estudos mapeados pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) podem fomentar ações da plataforma de desenvolvimento econômico e humano do Governo do Ceará para as próximas três décadas. “Vamos pegar algumas informações e cruzar com o que já temos”, afirmou o coordenador, que também preside a Fundação de Apoio a Serviços Técnicos, Ensino e Fomento a Pesquisas (Astef).

O mapeamento da Fiec começou em 2015 e deve seguir até 2025, desenhando estratégias em áreas como energias, logística, infraestrutura e recursos hídricos no Ceará. “São analisadas barreiras e fatores críticos que existem nas regiões cearenses”, explicou Edvania Brilhante, analista do Núcleo de Economia da Fiec. Esse levantamento pretende analisar, por exemplo, quais setores econômicos e perfis profissionais podem acelerar o crescimento da regiões do Estado.

Integrando o Ceará Sustentável, um dos principais alicerces do projeto Os 7 Cearás, lançado em 2015, o Ceará 2050 vai traçar mecanismos para acelerar o desenvolvimento econômico e humano para as próximas três décadas. A iniciativa, que tem coordenação da Universidade Federal do Ceará (UFC) e apoio da Astef, parte da consciência de que, apesar das muitas conquistas ao longo de sucessivos governos, o Estado precisa avançar para atender à celeridade das demandas sociais.

Taxa de desocupação cai no Ceará

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A Taxa de Desocupação (desemprego) do Ceará e do Brasil, desde que atingiu a máxima na série histórica no primeiro trimestre de 2017, seguiu tendência declinante no ano passado. No quarto trimestre de 2017, o desemprego no Ceará ficou em 11%, representando recuo de 3,3 pontos com relação à máxima atingida de 14,3% no primeiro trimestre do ano. No Brasil, a Taxa de Desemprego também segue em queda desde a máxima histórica no mesmo período.

A boa notícia está no Termômetro do Mercado de Trabalho, que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado. O trabalho tem como autor Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas, e colaboração de Aprígio Botelho, assessor Técnico,

De acordo com Daniel Suliano, o desemprego ainda se encontra  em patamares elevados, considerando a mínima histórica alcançada no quarto trimestre de 2014. “O influxo de pessoas Fora da Força de Trabalho para a Força de Trabalho não permitiu uma queda ainda mais intensa do desemprego no estado” – observa, acrescentando que a retomada cíclica da economia, desde o início de 2017, tem elevado a busca por ocupação elevando o tamanho da Força de Trabalho e reduzindo em um ritmo mais lento o número de desocupados no Estado.

A taxa de desocupação mede a pressão direta sobre o mercado de trabalho de pessoas sem trabalho, que procuraram trabalho e estão disponíveis para começar a trabalhar imediatamente. Ele ressalta que são classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho (que geram rendimentos para o domicílio) que tomaram alguma providência efetiva para consegui-lo no período de 30 dias e que estavam disponíveis para assumi-lo na semana de referência. São consideradas também como desocupadas “as pessoas sem trabalho na semana de referência que não tomaram providência efetiva para conseguir trabalho no período de 30 dias porque já haviam conseguido trabalho que iriam começar após a semana de referência”.

Maracanaú (CE) se integra ao conceito de cidade inteligente

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A Prefeitura de Maracanaú, representada pelo prefeito Firmo Camurça, pelo secretário de Infraestrutura Caê Pessoa e pelo diretor de Engenharia do Município Joaquim Neto, participou do Smart City Expo World Congress, em Curitiba (PR). O evento incluiu, ainda, uma feira de exposições apresenta novidades das empresas participantes. A programação inclui uma série de cases de cidades que aplicaram o conceito de cidade inteligente (smart city).

O Smart City Expo Curitiba 2018 reuniu 36 palestrantes nacionais e 18 estrangeiros. O evento expôs a inovação como motor de desenvolvimento econômico. O tema se desdobrou em quatro pilares de discussão: tecnologia disruptiva, governança, inovação digital e cidades sustentáveis do futuro. Entre os temas abordados estão: especialização inteligente e clusters industriais locais; governando cidades em uma sociedade digital: estratégias para cidades inteligentes; modernização dos serviços públicos; cidades sustentáveis: mobilidade e energia como condutores da mudança.

Governo do Ceará inicia entrega de centros de idiomas

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O Governo do Ceará inaugurou hoje (2.3) o primeiro Centro Cearense de Idiomas. A unidade está no shopping Benfica, em Fortaleza, ofertando a alunos matriculados na rede pública estadual o ensino gratuito de inglês e espanhol. Ao todo, 11 CCIs serão entregues pelo Executivo em todo o Estado até abril. A abertura do primeiro centro contou com a presença do governador Camilo Santana, acompanhado do secretário da Educação Idilvan Alencar, educadores, estudantes e lideranças políticas.

A implantação das unidades de ensino de línguas estrangeiras envolve o investimento total de quase R$ 5 milhões. Seis municípios receberão os novos equipamentos em 2018: além da Capital, Crateús (também nesta sexta-feira), Itapipoca, Caucaia, Iguatu e Juazeiro do Norte. Em Fortaleza serão instalados cinco centros, nos shoppings Benfica, RioMar Fortaleza, RioMar Kennedy, North Shopping Jóquei e Via Sul, além de uma outra unidade no Conjunto Ceará. “Vamos atender mais de 4 mil em Fortaleza e mais de 10 mil jovens no Ceará inteiro. São três anos de curso, com turmas de 25 alunos e vamos capacitar também os professores da rede pública”, explicou o governador Camilo Santana.

Para o chefe do Executivo, essa política vem para garantir oportunidades aos jovens e capacitá-los para o futuro, tendo em vista os novos investimentos que surgem no Estado.

Prêmio BNB de Jornalismo prorroga inscrições

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O Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional 2018 está com inscrições prorrogadas. Agora, trabalhos de todo o país têm até o dia 23 de março para concorrer em iniciativas que retratem desenvolvimento na área de atuação do BNB, que inclui os Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, e concorrer a R$ 191 mil em prêmios.

Os materiais podem ser inscritos pela internet ou pelos Correios, no caso de material televisivo. O site do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo é www.bnb.gov.br/web/premio-banco-do-nordeste-de-jornalismo. O regulamento está lá e ele explica que os concorrentes disputam dez prêmios, nas categorias mídia impressa, rádio, TV e internet. As matérias devem ter sido publicadas em 2017, em veículos de imprensa ou mídias-laboratório.

Para o Prêmio, o tema desenvolvimento regional abrange mais do que a vertente econômica. Também são consideradas produções que abordem iniciativas como as sociais, culturais e ambientais, que promovam a melhoria na qualidade de vida das pessoas da Região. São exemplos de subtemas: expansão de crédito; empreendedorismo; geração de empregos, ocupação e renda; tecnologia e inovação; responsabilidade socioambiental; e manifestações culturais.

O Grande Prêmio Nacional da edição 2018 tem o tema “O papel das cidades médias para o desenvolvimento regional” e pagará a maior premiação: R$ 38 mil. Os vencedores das categorias mídias impressa, rádio, TV e internet do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional receberão R$ 22 mil cada. Os ganhadores das quatro categorias regionais serão reconhecidos com R$ 15 mil e o melhor trabalho universitário receberá R$ 5 mil.

Ceará terá investimentos de R$ 1,730 bilhão

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Um grande pacote de investimentos foi anunciado para o Ceará. Serão aportados para ações de Estado e prefeituras R$ 1,730 bilhão, por meio do Governo Federal. A obra com mais recursos será a Linha Leste do Metrô de Fortaleza, com R$ 673 milhões em contrapartida da União. Os benefícios alcançam também as áreas de moradia, sistemas de abastecimento de água, saneamento básico e urbanização, entre outros.

O projeto completo da Linha Leste do Metrô de Fortaleza liga o Centro da cidade ao bairro Papicu, seguindo até o Fórum Clóvis Beviláqua. O custo total é da ordem de R$ 2 bilhões. Contudo, com essa contrapartida do Governo Federal e o valor a ser investido pelo Estado no momento, o governador Camilo Santana informou que, no menor prazo possível, pretende dar início à construção da primeira etapa do percurso (Centro – Papicu). “Nós estamos fechando com o BNDES a renovação do empréstimo de R$ 1 bilhão e eles já autorizaram a gente a relicitar a obra. Pretendemos iniciar a construção em breve. É uma obra importante para a mobilidade de Fortaleza. Integrando com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que está sendo construído e a Linha Sul do Metrô, entregaremos a Fortaleza, quem sabe, o melhor sistema integrado metroviário das capitais brasileiras”, destacou Camilo Santana.

Fortaleza
A capital cearense será beneficiada ainda com outras obras, como a construção de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida e a urbanização da avenida Beira Mar, cartão postal da cidade. O prefeito Roberto Cláudio detalhou a importância desta intervenção, que custará R$ 272 milhões. “A gente está chamando de ‘Beira Mar de todos’. É a praia mais democrática, é o polo que mais gera emprego e mais influencia a economia do turismo. O taxista, o garçom e a recepcionista do hotel dependem de um local organizado. Esse investimento servirá para isso, requalificar, modernizar e reestruturar a Beira Mar”. Fortaleza também vai ganhar o Polo Gastronômico da Varjota e a requalificação da Guarda Municipal, com compra de fardamento, material e câmeras de monitoramento.

Destaque nacional
Em meio à crise que assola o País, o Ceará vem se destacando entre as demais unidades federativas brasileiras como um Estado que tem mantido crescente a capacidade de investimento. Segundo o senador Eunício Oliveira, presidente do Congresso Nacional, esse fator foi preponderante para o aporte de mais de R$ 1,7 bilhão. “O Ceará tem na sua economia, talvez, um dos melhores índices de perspectiva de investimentos proporcional do Brasil. Esse Estado fez o dever de casa do ponto de vista fiscal e, por isso, hoje pode receber esses recursos”.

Habitação rural
Vários municípios cearenses serão contemplados com sistemas de abastecimento de água, saneamento básico e residenciais do Minha Casa, Minha Vida em todas as faixas. Além disso, o Ceará marcou a retomada do Programa Nacional de Habitação Rural, conforme declarou o ministro das Cidades, Alexandre Baldy. De acordo com ele, vão ser destinadas ao homem do campo 2.733 unidades habitacionais, que vão “atender famílias que residem em locais ermos, em casas de taipa, palafita, e que são extremamente necessitadas de investimento público para a melhoria da qualidade de vida”.

Esporte
A Caixa Econômica Federal é fundamental na política de financiamento habitacional no Brasil e vem se destacando também no apoio ao esporte nacional. O presidente da instituição, Gilberto Occhi, aproveitou a ocasião para anunciar que o banco vai apoiar o Centro de Formação Olímpica do Ceará. “É um grande espaço para desenvolver atletas, fazer trabalho social. Espero que possamos juntos, Governo do Ceará e Caixa Econômica Federal, desenvolver ali pessoas que, daqui alguns anos, possam estar disputando uma olimpíada”, pontuou Occhi.

Desemprego pode agravar sintomas de quem sofre de depressão

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Em 2017, a taxa média de desemprego anual chegou a 12,7%, a mais alta desde que o índice começou a ser medido pelo IBGE, em 2012. Se a notícia já é ruim por si só, soa ainda pior para os 11,5 milhões de brasileiros que sofrem com depressão, segundo dados da OMS. A avaliação é da psicóloga clínica Beatriz Brandão (www.beatrizbrandao.com), que chama atenção para o fato da queda de produtividade causada pela doença poder aumentar as chances de perder o emprego.

Enquanto as incertezas políticas relacionadas à economia e segurança pública afetam mais pessoas que sofrem com picos de ansiedade e ataques de pânico, Beatriz explica que o contexto da alta no desemprego reforça a sensação dos depressivos de incapacidade e impossibilidade de melhorar a própria vida. “Ele começa a perder o interesse pelas atividades obrigatórias, depois as prazerosas, e se isola por completo, o que pode fazer com que seja demitido. Ele simplesmente vai perdendo a força de fazer as coisas habituais, deixa de cumprir prazos, começa a cometer erros e assim por diante”, diz a psicóloga, que convive com a doença desde a adolescência e a mantém sob controle há dez anos.

Para Beatriz, alguns cuidados podem ajudar a evitar que isso aconteça. O primeiro deles é explicar o que está acontecendo para os círculos de amizade e familiar, assim como ter uma conversa franca com os gestores para que haja mais paciência e compreensão com a mudança nas atividades. “Há pessoas que têm medo de fazer isso, mas o maior índice de depressão no trabalho é entre executivos, então existem grandes chances de haver uma boa receptividade”, afirma a psicóloga.

Por fim, é necessário buscar ajuda especializada. Isso envolve tratamento com psicoterapia e, em casos mais graves, psiquiatras, assim como o uso de medicação. “Para quem tem renda mínima, há instituições e profissionais que fazem atendimentos com valores sociais e até mesmo de graça. Para isso, é feito uma triagem para comprovar a incapacidade de pagar os valores do mercado”, conta Beatriz. Em seu site, a psicóloga lista alguns desses locais.

De volta ao trabalho

“Caso um depressivo perca o trabalho, ele precisa se reestruturar antes de sair em busca de um novo, caso contrário as negativas vão apenas piorar seu estado ainda mais”, conta Beatriz. Para ela, são cinco os passos para voltar ao trabalho: 1) admitir que tem um problema e entender que a situação não vai melhorar por si só; 2) mudar os hábitos de rotina, sono, alimentação e atividade física; 3) buscar um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento; 4) conversar com as pessoas ao redor sobre o que está sentindo e 5) traçar uma estratégia para que eventuais percalços não causem uma recaída.

Sobre Beatriz Brandão

Psicóloga clínica em São Paulo, atua com transtornos e questões comportamentais. Focada no atendimento a adultos, Beatriz veio de uma vivência de 10 anos na área de recursos humanos. www.beatrizbrandao.com.

Os desafios da recuperação de mananciais

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Da Agência Brasil, com texto de Daniel Melo:

Com os crescentes riscos à segurança hídrica das metrópoles brasileiras, a preservação e recuperação dos mananciais se torna um tema cada vez mais importante. A discussão envolve outras questões de difícil solução, como a falta de moradias nos centros urbanos. “Não há solução que não passe pelo problema na habitação. Quando a gente fala disso, não é possível se resolver uma coisa sem resolver a outra. Há um déficit gigantesco de moradia, nas áreas metropolitanas principalmente. As pessoas acabam indo morar onde conseguem”, enfatiza o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

A preservação e a recuperação dos mananciais estão entre os pontos da agenda do 8º Fórum Mundial da Água, organizado pelo Conselho Mundial da Água, que será realizado em Brasília de 18 a 23 de março. Vários projetos desenvolvidos em municípios brasileiros serão apresentados durante o evento.

A prefeitura paulistana não tem dados específicos sobre ocupação de mananciais. No entanto, a Secretaria Municipal de Habitação contabiliza, com dados atualizados até o último mês de outubro, 1.705 favelas na capital paulista. Dessas comunidades, 58 estão em áreas que fazem divisa com outros municípios, onde se concentra a maior parte das nascentes ainda preservadas.

Os assentamentos irregulares têm duplo impacto das fontes de água potável, como explica o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo José Carlos Mierzwa. “Na medida em que você ocupa, você diminui a capacidade de concentração de água para continuar alimentando os mananciais. Você tem, por um lado, a redução da recarga do manancial, a redução do volume que chega ao manancial. Por outro, o aumento da intensidade de poluição”, explica.

A íntegra está aqui.

EDP alcança lucro de R$ 2,1 bilhões

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O Lucro Líquido Ajustado da EDP, empresa que atua em todos os segmentos da cadeia elétrica, somou R$ 570 milhões em 2017, uma alta de 89,4% frente ao registrado em 2016. O EBITDA (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização). Ajustado, por sua vez, apresentou aumento de 21,7%, alcançando R$ 2,1 bilhões.

No Ceará, a empresa administra a UTE Pecém I. A usina registrou melhorias operacionais e apresentou o mais alto Lucro Líquido anual de sua história, de R$ 74 milhões. A disponibilidade média da usina chegou à máxima histórica de 92% em 2017, ultrapassando a meta regulatória, de 90%.

Já no quarto trimestre, o EBITDA Ajustado da Companhia totalizou R$ 551,4 milhões, 37,9% a mais do que no mesmo período de 2016. O Lucro Líquido Ajustado chegou a R$ 188,2 milhões, 380% maior na comparação anual.

Para os resultados, contribuíram também os números recordes da Comercialização. O volume de energia comercializada teve um crescimento de 37,2% em relação ao ano anterior, com uma expansão na Margem Bruta de R$ 141,7 milhões.

No ano passado, a EDP alcançou também importantes marcos no controle de custos e na manutenção dos gastos gerenciáveis. O balanço anual apresentou uma redução de 0,4% dos gastos com Pessoal, Material, Provisões e Outros (PMSO), abaixo da inflação.

(…)

Para este ano, a EDP prevê investimentos de R$1,4 bilhão, aumento de 27,8% em relação ao mesmo período. Do valor total, R$ 630 milhões serão investidos no segmento de Distribuição do Grupo.

O ano de 2017 representou para a EDP o início de um novo ciclo de crescimento para as operações, que ampliou sua presença geográfica de nove para 12 estados brasileiros. Maior vencedor do Leilão de Transmissão organizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em abril, o Grupo assumiu o compromisso de investir R$ 3,1 bilhões até 2023 na construção de 1,3 mil quilômetros de linhas e quatro subestações em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão.

(…)

O empreendimento compreende 113 quilômetros de linha, entre Linhares e São Mateus, e uma subestação de 150 MVA em São Mateus. O investimento total estimado para a implantação dos ativos é de R$ 116 milhões, com a geração de cerca de 300 empregos diretos no período de pico.

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A EDP foi pioneira em um de seus projetos mais inovadores no setor de Utilities no Brasil: a implementação da automação e da robotização de processos administrativos. O Grupo previa ter 40 robôs até o final de 2017, mas ultrapassou a meta e hoje conta com 46 sistemas que auxiliam as atividades internas e promovem ganhos qualitativos de eficiência. Para 2018, o objetivo é atingir mais de 100 processos robotizados.