Notícias nacionais

Movimento do comércio cai 1,2% em abril, diz Boa Vista SCPC

Posted on

O movimento do comércio caiu 1,2% em abril, de acordo com dados nacionais do varejo, com ajuste sazonal, apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na variação acumulada em 12 meses (maio de 2014 até abril de 2015 contra os 12 meses antecedentes) houve elevação de 1,4%, desacelerando 0,5 p.p. com relação a março, mantida a base de comparação. Na análise contra o mesmo mês do ano anterior houve elevação de 0,5%.

O indicador continua apresentando desaceleração em sua tendência de longo prazo, fato observado desde meados do segundo semestre de 2014 – acompanhando o resultado oficial para o setor varejista medido pelo IBGE. Para 2015, fatores macroeconômicos como elevação de juros, piora do mercado de trabalho, aumento de tributos e inflação em patamar elevado deverão afetar mais intensamente a confiança e o poder de compra do consumidor. Assim, a expectativa da Boa Vista SCPC é de que as vendas varejistas registrem crescimento de apenas 0,5% em 2015, valor abaixo do aferido em 2014.

 

Setores

Dentre os principais setores, o de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 3,6% entre março e abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi 1,9%.

 

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” também caiu no mês, -1,3%, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve alta de 2,7%.

 

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” caiu 2,0% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, na análise acumulada em 12 meses houve elevação de 1,5%.

 

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 2,2% em março – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste por sazonalidade, a tendência de longo prazo (dados acumulados em 12 meses) apresentou elevação de 2,4%.

 

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

 

Indicador de Movimento do Comércio
  Abr.15/Mar15* Abr.15/Abr14 Acum. 15/14 12 meses
Móveis e eletrodomésticos -3.6% 2.7% 1.4% 1.9%
Tecidos, vestuários e calçados -1.3% -2.7% -2.9% 2.7%
Supermercado, alimentos e bebidas -2.0% -0.5% -0.2% 1.5%
Combustíveis e lubrificantes 2.2% -6.4% -5.3% 2.4%
Outros artigos do varejo 10.0% 9.9% -6.5% -4.0%
Varejo -1.2% 0.5% -0.8% 1.4%
*Séries Dessazonalizadas        
Fonte: Boa Vista SCPC        

 

Abandono de Carrinhos desacelera no e-Commerce brasileiro

Posted on

ecomerceDurante o 1º trimestre de 2015, o e-Commerce brasileiro apresentou uma queda de 5% no número de carrinhos abandonados nas lojas virtuais em comparação com o 1º trimestre de 2014, segundo relatório divulgado pela Ve Interactive.

 

Em 2015, a média de abandono atingiu 83,73% no Brasil, contra 87,98% de 2014. Apesar da queda, ainda é perceptível a característica do consumidor em desistir da compra mesmo após ter selecionado os produtos que deseja comprar. Essa propensão se dá principalmente pela necessidade do usuário em verificar descontos e valor do frete somente após a seleção dos produtos para finalizar a compra.

 

Entre os setores, o mais afetado por esse abandono acontece na área de Casa e Decoração, que tem um abandono de 92%, seguido por Eletrônicos e Tecnologia, com 86%. O setor automotivo fica com o menor abandono nos setores estudados, com 72%.

 

Em comparação com um estudo de 2014 da mesma empresa nos EUA, todos os setores mencionados apresentaram um abandono abaixo do índice brasileiro, sendo no setor de Casa e Decoração a maior discrepância. Enquanto os EUA apresentam 72% de abandono, o Brasil fica em 92%.

 

Em contrapartida, o relatório apresenta um crescimento na taxa de Cliques para Conversão de e-mails de relacionamento. O índice brasileiro apresentou uma taxa de 14% no 1º trimestre de 2014 contra 36% no mesmo período de 2015.

 

Para a análise, foram compilados os resultados de 1,9 milhões de e-mails e o comportamento de 4,8 milhões de usuários nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2015.

 

É possível acessar o relatório completo no site da Ve Interactive Brasil.

 

ASUS anuncia promoção para o Dia dos Namorados com Zenfones a partir de R$ 499

Posted on

asusA ASUS Brasil vai vender um novo lote de seus smartphones da família Zenfone a preços especiais a partir de hoje, 26 de maio, somente em sua loja online (loja.asus.com.br). O lote inclui modelos do Zenfone 5, equipado com uma tela HD de 5 polegadas e câmera de 8 MP, e do Zenfone 6, com tela HD de 6 polegadas e câmera de 13 MP. Ambos são Dual-SIM, e os preços começam a partir de R$ 499.

Somente 2.000 unidades estarão disponíveis na Loja ASUS. A empresa divulgará link promocional em sua fanpage no Facebook (facebook.com/asusbr) no dia 26 de maio (terça-feira), entre as 14:00 e 15:00. O link leva para um hotsite onde o consumidor deverá realizar um breve cadastro para receber, via e-mail, o código promocional que dá direito aos preços especiais.

Os Zenfone vem com a Zen UI, uma nova e exclusiva interface de usuário que adiciona mais de 1.000 melhorias ao sistema operacional Android e integra recursos como What’s Next (agenda integrada com diversos recursos), Do It Later (um organizador de tarefas), PC Link (controle o smartphone pelo PC), Remote Link (transforma seu Zenfone em um controle remoto para o PC) e Share Link (compartilhe arquivos e até apps). Os Zenfone vem com Android 4.4 “KitKat” e tem previsão de atualização para o Android 5.0 (Lollipop) ainda no primeiro semestre de 2015.

Os Zenfone foram lançados no Brasil em Outubro de 2014 e são um sucesso de vendas, com mais de 500 mil unidades foram comercializadas desde então. A Loja Online ASUS (loja.asus.com.br) oferece parcelamento nos principais cartões de crédito em até 12 vezes sem juros.

Modelos inclusos na promoção:

Modelo Cor Processador Memória De Por
Zenfone 5 Preto Intel Atom 1.2 GHz 8 GB R$ 699,00 R$ 499,00
Zenfone 5 Branco Intel Atom 1.2 GHz 8 GB R$ 699,00 R$ 499,00
Zenfone 5 Vermelho Intel Atom 1.6 GHz 8 GB R$ 749,00 R$ 589,00
Zenfone 5 Vermelho Intel Atom 1.6 GHz 16 GB R$ 799,00 R$ 689,00
Zenfone 6 Preto Intel Atom 1.6 GHz 16 GB R$ 999,00 R$ 799,00
Zenfone 6 Branco Intel Atom 1.6 GHz 32 GB R$ 1.199,00 R$ 949,00

Sobre a ASUS

A ASUS é a terceira maior fabricante de notebooks para o consumidor final e fabricante das mais vendidas e mais premiadas placas-mãe do mundo, uma empresa líder na nova era digital. A ASUS desenvolve e fabrica produtos que se encaixam perfeitamente às necessidades atuais de casas, escritórios e pessoas. Seu amplo portfólio inclui tablets, UltrabookTM, notebooks, netbooks, placas-mãe, placas de vídeo, unidades óticas, desktops, servidores, soluções para redes sem fio e telefones móveis. Movida pela inovação e comprometida com a qualidade, a ASUS ganhou 4.256 prêmios em 2013 e é amplamente reconhecida por revolucionar a indústria de PCs com o Eee PCTM. Com um time global composto por mais de 11.000 pessoas e uma equipe de R&D de classe mundial de 3.100 engenheiros, a receita da empresa em 2013 foi de US$ 14 bilhões. Com estrutura própria no Brasil desde 2008, a empresa conta com mais de 200 colaboradores no escritório administrativo, além de produção local na Zona Franca de Manaus.

 

Mercado sobe projeção da Selic para 13,75% este ano

Posted on

O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que analistas e investidores do mercado financeiro elevaram a previsão de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia, para 2015. A projeção passou de 13,5% para 13,75% ao ano.

Como atualmente a Selic, instrumento do BC para controle da inflação, está em 13,25%, isso implica aumento de 0,5 ponto percentual na taxa até o fim do ano. De outubro de 2014 para cá, a Selic já subiu 2,25 pontos percentuais.

A estimativa para a taxa básica está no boletim Focus, pesquisa semanal do BC junto a instituições financeiras. Os analistas ouvidos pelo Focus também voltaram a elevar a previsão de fechamento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2015. A estimativa de alta, que estava em 8,31%, agora é 8,37%.

O IPCA, considerado o índice oficial de inflação do país, é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e utilizado pela autoridade monetária para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos pelo sistema de metas de inflação. Além do IPCA, o mercado ampliou a previsão de alta para os preços administrados, como o da energia e da gasolina, de 13,5% para 13,7%.

Os analistas também preveem uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país). A estimativa para o PIB na semana anterior era 1,2%. Nesta semana, a previsão é recuo de 1,24% em 2015. Já a projeção de queda da produção industrial permaneceu em 2,8%. A estimativa para o câmbio ao fim de 2015 continuou em R$ 3,20.

A expectativa para a dívida líquida do setor público ficou em 37,9% do PIB. A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, subiu de US$ 82,4 bilhões para US$ 83,8 bilhões. O saldo projetado para a balança comercial permanece positivo em US$ 3 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 61 bilhões para US$ 65,5 bilhões.

 

Da Agência Brasil.

Prévia da inflação recua em maio, mas chega a 8,24% em 12 meses

Posted on

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou o mês maio em desaceleração, ficando em 0,6%. Os dados foram divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o índice atingiu 1,07% e, em abril do ano passado, 0,58%.

O IPCA-15, que constitui uma prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos.

Apesar da queda, com este resultado, o índice acumulado no ano foi 5,23%, acima da taxa de 3,51% registrada em igual período de 2014. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 8,24%, próximo ao dos 12 meses imediatamente anteriores (8,22%), sendo, no entanto, o resultado mais elevado desde janeiro de 2004 (8,46%).

Segundo o IBGE, a desaceleração de maio teve como principal influência o peso da energia elétrica. Com peso de 3,88% na despesa das famílias, as contas de energia tiveram alta de apenas 1,41% em maio, contra 13,02% da taxa de abril, uma redução de 9,14 ponto percentual. Com a queda na energia elétrica, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%, entre uma prévia e outra.

Os dados do IBGE indicam que o grupo saúde e cuidados pessoais (1,79%) foi o mais elevado no mês, com destaque para os produtos farmacêuticos, cujos preços aumentaram, em média, 3,71%. Este item liderou a relação dos principais impactos, sendo responsável por 0,12 ponto percentual do IPCA-15 de maio.

Já o menor resultado de grupo foi transportes, com deflação (inflação negativa) de 0,45%, puxado pela queda de 23,61% no item passagens aéreas, com impacto de -0,1 ponto percentual no IPCA-15 do mês – o menor do período. Houve também redução nos preços dos combustíveis (etanol e gasolina), itens que vinham pressionando a inflação.

Nos alimentos a alta ficou em 1,05%, contra 1,04% da prévia de abril, com elevação significativa de alguns dos produtos importantes na cesta da população: tomate (alta de 19,79%), cebola (18,83%), cenoura (10,45%), leite (2,64%), pão francês (2,23%), óleo de soja (2,17%), carnes (1,40%),frango em pedaços(1,30%).

O IPCA-15 refere-se às regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia, e tem como principal diferencial, além da abrangência regional, o período de coleta que vai da metade do mês anterior à metade do mês de referência.

 

Da Agência Brasil.

Petrobras assina contrato de US$ 1,5 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China

Posted on

petrobrasA Petrobras assinou na última quarta-feira (21), com o Banco de Desenvolvimento da China – CDB contrato de financiamento no valor de US$ 1,5 bilhão, como parte do Acordo de Cooperação assinado entre as partes.

O contrato de financiamento foi assinado na sede da Petrobras, durante visita do Presidente do CDB ao Brasil, e o desembolso está previsto para ocorrer nos próximos dias.

Considerando o empréstimo de US$ 3,5 bilhões assinado em abril de 2015, o valor total contratado junto ao CDB ao longo de 2015 totaliza US$ 5 bilhões.

79% dos consumidores parcelam compras no Brasil

Posted on

Na hora das compras, o consumidor tem às mãos ferramentas que podem tanto beneficiar quanto causar sérios problemas ao seu bolso. É o caso das compras a prazo, que dividem o valor total em parcelas, com ou sem juros. Uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal Meu Bolso Feliz investigou o comportamento dos brasileiros relacionado ao parcelamento de compras e identificou que 79% costumam utilizar essa forma de pagamento.

Entre os produtos mais comprados dessa maneira estão as roupas (32%) e os eletrônicos (28%). De acordo com os resultados do estudo, o número médio de parcelas é 6,3 e é definido pelo número máximo que o lojista permite sem a taxa de juros. Um dado importante observado é que quase metade dos entrevistados (46%) não tem medo de longos parcelamentos, inclusive consideram uma vantagem, e que 21% não compram nada parcelado, principalmente pessoas de menor escolaridade e das classes C, D e E – possivelmente devido às restrições às linhas de crédito.

 

Crédito pode levar às compras por impulso

A pesquisa mostra que o crédito é um poderoso aliado do consumidor brasileiro. Um em cada quatro consumidores ouvidos na pesquisa (28%) consideram ruim a hipótese de não ter a possibilidade de parcelar suas compras. Destes, 64% afirmam que o crédito é a única forma de comprar os bens que desejam, e 29% acreditam que não conseguiriam mais fechar as contas do mês, pois sempre recorrem ao parcelamento ou a empréstimos para conseguir comprar tudo e pagar as contas que precisam.

Porém, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que nem sempre o consumidor é capaz de pensar nos desdobramentos a longo prazo e que podem resultar em mais juros a pagar. “O crédito pode tornar-se um problema, devido à perda da noção dos gastos e compras por impulso, e até mesmo gerar um descontrole das compras e uma consequente inadimplência”, diz.

 

64% dos consumidores têm compras parceladas em aberto

Dos entrevistados que costumam comprar a prazo, 58% pagaram alguma prestação de compra no mês anterior à pesquisa. Foi identificado no estudo que seis em cada dez consumidores (64%) com o hábito de parcelar compras ainda possuem prestações a serem pagas. Em média, eles levarão quase nove meses para quitar os compromissos assumidos.

Mais da metade dos consumidores (56%) define o número de parcelas procurando o maior número de prestações sem juros. Cerca de 46% garante gostar de uma modalidade de pagamento que envolva um número elevado de parcelas, pois assim o valor da prestação é baixo e há possiblidade de comprar mais o que se quer.

Segundo a especialista, o consumidor geralmente está em busca da parcela que cabe no bolso, e nem sempre é capaz de avaliar o peso dos juros no contexto geral. “Prova desse comportamento é o fato de que foram feitas simulações de compras de diversos produtos de valores diferentes na pesquisa e os entrevistados deveriam escolher o pagamento à vista ou parcelado. Entre os consumidores que preferem o parcelamento, o que pesa na hora da escolha é o valor das prestações, e não o valor final do produto.”

 

13% tiveram o crédito negado nos últimos três meses

Foi identificado na pesquisa que 13% dos entrevistados tiveram o acesso ao crédito negado em alguma loja em que já haviam comprado antes nos últimos três meses, principalmente por estarem inadimplentes ou com o nome incluído em serviços de proteção ao crédito (67%). Outras razões para a restrição incluem o fato de não ter conta em banco (13%), a falta de comprovação de renda (11%) e os ganhos insuficientes (9%).

“Com a economia em um ritmo mais lento, maior risco de desemprego e com o poder de compra diminuído pela alta inflação, os bancos começaram a aumentar a restrição ao crédito para o consumidor a fim de evitar perdas”, explica Kawauti. “Com isso, as pessoas ficam com um recurso financeiro a menos, acabam deixando de lado suas contas e entram no ciclo das dívidas pendentes.”

 

Metodologia

Foram ouvidas 642 pessoas das 27 capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais e a confiança é de 95%. Os dados foram pós-ponderados para ficarem representativos ao universo estudado.

Líderes governistas estabelecem estratégia sobre MP 664

Posted on

Os líderes da base governista no Congresso vão se reunir com o vice-presidente da República, Michel Temer, na próxima quinta-feira (21), para discutir detalhes sobre a votação das medidas provisórias que tratam do ajuste fiscal, em especial a MP 664.

Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a reunião irá definir, entre outras medidas, qual será a abordagem sobre a emenda incluída pela Câmara no texto e que estabelece uma nova fórmula de cálculo para o fator previdenciário. “Isso vai ser parte da estratégia que nós vamos discutir na quinta-feira”, disse hoje o líder petista.

A votação da MP preocupa em razão do prazo apertado. Ela perderá a validade por decurso de prazo se não for aprovada em definitivo pelo Congresso até o dia 1º de junho. Com a leitura prevista em plenário para amanhã e a reunião na próxima quinta, o mais provável é que a MP seja votada na terça-feira da próxima semana (26).

Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a reunião irá definir, entre outras medidas, qual será a abordagem sobre a emenda incluída pela Câmara no texto (Facebook)

Se os senadores modificarem o texto aprovado pelos deputados e rejeitarem a emenda deles sobre o fator previdenciário, o texto voltará para última análise da Câmara e corre o risco de não ser votado até o dia 1º. Assim, o mais provável é que o governo aposte no veto da presidente Dilma Rousseff ao artigo que trata desse assunto e envie novo projeto ao Congresso para propor outra fórmula de cálculo.

A presidente pode ainda manter a proposta aprovada pelo Congresso e negociar um prazo para que a vigência do novo cálculo seja apenas no próximo ano, de modo a não influenciar negativamente o ajuste fiscal do governo em 2015.

Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, nesta segunda feira (18), o líder do governo no Congresso disse que já começou a tratar da questão do fator previdenciário. “Conversamos sobre fator previdenciário. A preocupação é com os efeitos futuros sobre a previdência pública brasileira. O fator previdenciário, se a gente analisar sob o aspecto imediato, [não vai gerar] impacto tão forte. Mas, para um país que está envelhecendo muito, e a previsão é que nós devemos ter – por volta de 2050 – 30% da população acima dos 60 anos de idade, então precisa ter uma preocupação grande”, disse.

Nesta semana os senadores deverão ainda votar a MP 665, que também faz parte do ajuste fiscal. Tanto a 664, quando a 665, modificam as regras para que os trabalhadores tenham acesso a benefícios como seguro-desemprego, seguro defeso, abono salarial e pensão por morte. As centrais sindicais são contra as duas propostas e prometem comparecer ao Senado durante as votações para pressionar os senadores a serem contrários a elas.

Emprego industrial tem queda de 0,6% em março

Posted on

O emprego industrial fechou o mês de março com queda de 0,6% em relação a fevereiro, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ajuste sazonal ocorre quando os técnicos descontam o aumento das vendas de produtos em feriados ou datas comemorativas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes). Com o resultado de março, o emprego na indústria fechou o primeiro trimestre do ano com queda acumulada de 4,6%, ritmo ligeiramente mais acentuado do que o observado no último trimestre de 2014 (-4,4%).

O recuo de 4,6% no primeiro trimestre de 2015 é o 14º resultado negativo consecutivo, aumentando a intensidade no ritmo de queda em relação aos índices do primeiro (-2,0%), segundo (-2,8%), terceiro (-3,7%) e quarto (-4,4%) trimestres de 2014.

O IBGE informou que, na série com ajuste sazonal, na comparação do trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior, o emprego na indústria teve retração de 0,7% no período janeiro-março de 2015, nona taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período redução de 6,7%.

Número de empresas inadimplentes cresce 7,46% em abril

Posted on

inadimplencia(1)O volume de empresas com dívidas atrasadas registrou nova alta no último mês de abril. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de empresas inadimplentes apresentou crescimento de 7,46% em abril de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi a terceira aceleração consecutiva no ano – em janeiro, a alta havia sido de 5,89% na base anual.

Já na passagem de março de 2015 para abril do mesmo ano, sem ajuste sazonal, houve crescimento de 1,82%  na quantidade de pessoas jurídicas inadimplentes. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, a aceleração atingiu também a variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 7,01% a mais em abril deste ano, em relação a abril do ano passado, depois de atingir, em janeiro de 2015, o menor valor da série histórica (3,49%).

Na comparação mensal, isto é, entre abril de 2015 e março do mesmo ano, as dívidas com vencimento mais recente – atrasadas no período de até 90 dias – apresentaram crescimento de 9,51%, a maior alta para os meses de abril desde 2010. Na opinião dos economistas do SPC Brasil, o dado demonstra que nos últimos meses os empresários brasileiros passaram a enfrentar um cenário mais adverso para pagamento de dívidas.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, esclarece que a dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia está relacionada à atual conjuntura econômica de baixo crescimento, quedas da produção industrial, além de inflação e juros em patamares elevados. “O resultado reflete o cenário econômico adverso de menor dinamismo da economia e maior restrição ao crédito, fatores que afetam a capacidade de pagamento tanto das famílias como das empresas”, explica a economista.

Comércio concentra quase a metade das dívidas não pagas

No mês de abril, todos os ramos da economia apresentaram crescimento no número de empresas inadimplentes. A abertura do indicador por segmento revela que o setor de serviços, composto principalmente por bancos e financeiras, foi o que apresentou maior crescimento: alta de 11,83% na comparação entre abril de 2015 contra o mesmo mês do ano passado.  A segunda maior alta ficou por conta das indústrias (8,36%), seguida pelos comerciantes (6,72%) e também pelas empresas que formam o ramo da agricultura (6,52%).

O setor do comércio concentra sozinho quase a metade (49,48%) do total de empresas que devem a outras empresas jurídicas. Dentre os setores credores, ou seja, aqueles que deixaram de receber os valores que lhes são devidos, o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras – instituições responsáveis por conceder empréstimos e linhas de financiamento -, é quem mais se destaca, concentrando 70,85% de todas as dívidas no Brasil.

Sudeste lidera inadimplência

O Sudeste, responsável pela principal fatia do PIB nacional, é a região que concentra a maior parte das pessoas jurídicas inadimplentes (43,58%), seguido pelo Nordeste (19,38%) e pelo Sul (16,99%). Os economistas do SPC Brasil esclarecem que a posição de destaque do Nordeste no ranking da inadimplência das empresas se explica pelo fato de a região ter crescido de modo muito acelerado nos últimos anos, com muitas empresas lidando ainda recentemente com os novos instrumentos de financiamento.

O maior crescimento no número de empresas inadimplentes também foi registrado pelo Sudeste, onde a quantidade de devedores aumentou 7,73%, seguido pelo Nordeste, cuja alta anual foi de 7,30%. O avanço menos expressivo ficou por conta do Sul, cuja variação apresentada no período foi de 2,79%. As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram crescimento de 4,11% e 3,88%, respectivamente, na quantidade de empresas que não honraram compromissos financeiros.

Metodologia

Os indicadores de inadimplência das empresas sumarizam todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A abrangência é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.