88% dos MEIs criados há dois anos continuam ativos, revela levantamento

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Estudo da Serasa Experian, numa amostra de 764,8 mil microempreendedores individuais (MEIs), nascidos ao longo do primeiro semestre de 2017, 88,2% continuam em atuação no país e 11,8% deixaram de existir, quando analisada a natureza jurídica destas empresas em setembro de 2019. Dentre os que permanecem ativos, 97,3% (656.402) seguem como MEIs, com destaque para o setor de Serviços, que representa 64,8% deste montante. Já os outros 2,7% (17.584) evoluíram de natureza jurídica, ou seja, deixaram de ser microempreendedores individuais e já atuam em categorias de maior faturamento.

“Foram dois anos muito desafiadores para a economia brasileira, com a expectativa de um crescimento que não veio tão rápido quanto o esperado, além dos recordes de novas empresas criadas no país, muitas como forma de sobrevivência e renda extra, diante dos altos índices de desemprego. Além disso, identificamos uma parcela que conseguiu evoluir e ampliar sua atuação no mercado, um número menor que o desejável, mas que ainda assim mostra a força dos microempreendedores conseguindo driblar as situações adversas e sobreviver neste cenário”, diz o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Do total de empreendedores que se mantiveram como MEI, Serviços de Higiene e Embelezamento representam 10,2%, seguidos por Reparação e Manutenção de Prédios e Instalações Elétricas, Serviços de Alimentação e Comércio de Confecções. Confira mais detalhes do ramo de atuação no gráfico abaixo:

Dos 17.584 empreendedores que deixaram de ser MEIs e mudaram de natureza jurídica neste período de pouco mais de dois anos, a maioria (83,5%) virou Empresário Individual, enquanto os demais se dividiram entre Sociedade Limitada (8,8%) e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (7,6%) – a principal diferença é o aumento do faturamento destas companhias.

Considerando os dez ramos de atividade com maior volume de empresas criadas, aquele que apresentou maior número de empresas que mudaram de categoria é comércio varejista de gêneros alimentícios, representando 3,4% do total de negócios criados nesta categoria no período analisado. Na sequência estão serviços de alimentação e curso preparatório e de especialização.

Metodologia

O estudo da Serasa Experian considerou uma amostra de 764,8 mil microempreendedores individuais (MEIs) registrados nas juntas comerciais de todas as Unidades Federativas do Brasil bem como consultados pela primeira vez à base de dados da Serasa Experian no primeiro semestre de 2017 para avaliar a natureza jurídica destas mesmas empresas em setembro de 2019.

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Veja os 10 presentes de Dia das Crianças mais procurados no Ceará e como juntar dinheiro para comprá-los

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Jargão entre jovens da internet, todos nós temos os famosos boletos para pagar: contas de água, luz, condomínio, telefone e etc. O que pouca gente sabe é que, ao não atrasar essas contas, a economia pode ser considerável a ponto de se poder comprar um bom presente de Dia das Crianças para o seu filho.

No infográfico abaixo, cruzam-se dados dos presentes mais procurados por estado com a economia que um atraso de alguns dias pode gerar para um determinado valor de boleto. Por exemplo: no Ceará houve 75.000 pesquisas, em agosto de 2019, por termos relacionados a “boneca”, cuja variação de preço vai de R$ 9,40 a até R$ 2.500,00 (acredite se quiser). Se uma determinada família tem comprometimento mensal com boletos de R$ 600 e costuma atrasar 15 dias para pagá-los, a economia de janeiro a setembro caso os boletos sejam pagos em dia é de R$ 135 – valor suficiente para comprar uma boneca de preço médio, ou então um carrinho de bebê dos mais baratos.

As categorias de presente mais procuradas no Ceará seguem na imagem abaixo. Clicando no link para o nosso infográfico interativo, você tem acesso ao estudo completo do 2aviafatura e a todos os dados de todos os estados e de dias de atraso dos boletos, assim como ao texto completo.

Fonte: https://www.2viafatura.com.br/10-presentes-dia-das-criancas/

Segurança de dados ainda é subestimada em plena transformação digital

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Artigo de Josemário França de Sousa Junior, professor da Cesar School no curso Direito no Tempo dos Dados    

Em meio à transformação digital que se apresenta em todos os setores da economia, é flagrante a pouca importância ainda atribuída aos dados pessoais. Não por acaso este é um dos assuntos sobre o qual dedicamos uma grande atenção e foco para análise na Cesar School, no curso “O Direito no Tempo dos Dados”, cujo objetivo é capacitar pessoas para compreender a real dimensão que um dado pessoal pode atingir em virtude das tecnologias existentes, como por exemplo, o Big Data e IoT. Mesmo com toda a revolução tecnológica que vem ocorrendo em nosso cotidiano, em que dados são massivamente coletados e processados, é incompreensível que as informações sejam expostas ou coletadas sem o nosso consentimento ou ainda usadas sem nenhum controle.

Essa falta de consciência sobre a importância e o valor dos dados fica evidente quando analisamos o escândalo da empresa londrina Cambridge Analytica. A companhia realizava coletas indevidas de dados de uma rede social (Facebook) através da ferramenta denominada this is your digital life, que permitia que dados dos usuários e de todos os seus amigos fossem coletados. 

Mas se tratam “apenas” de dados da rede social, o que haveria de perigoso neles? Pois é justamente com base nesta falsa insignificância ou falsa irrelevância que dados pessoais são expostos, coletados e utilizados para os mais diversos fins sem nenhum controle. A Cambridge Analytica, por exemplo, fez uso dos dados coletados para traçar um perfil psicométrico do eleitorado norte-americano. A partir destes perfis foram produzidos conteúdos direcionados e, como consequência,  tais eleitores tiveram o seu voto induzido para o candidato que era cliente da Cambridge Analytica.

Foi com o estouro deste escândalo que, no Brasil, o legislador se apressou em aprovar uma lei que protegesse o cidadão de abusos desse tipo dando origem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei nº 13.709/2018). A nova Lei visa proteger os dados dos cidadãos e formaliza ser  ele, o cidadão, o titular de suas informações. Ou seja, meus dados, minhas regras! 

A legislação define que um dado pessoal é tudo aquilo que torna uma pessoa identificada ou identificável. Observando o contexto em que a transformação digital vem ocorrendo, é possível notar que nem todos conhecem as tecnologias disponíveis e também por isso nem todos serão capazes de compreender a real dimensão dessa identificação pessoal por meio digital. Será que a sua voz gravada por um assistente por voz ou a forma como você dirige o seu carro é dado pessoal que deve ser protegido?  

Neste cenário, é de extrema urgência a necessidade de adequação de todos os atores econômicos a esta nova legislação. Muito além de uma adequação do setor tecnológico por se apresentar no centro da transformação digital, é necessário o devido ajuste de todos os setores que coletam e utilizam dados pessoais, independente do meio utilizado. 

E-lixo: cinco tendências da economia circular que já são realidade no Brasil

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Resultado de imagem para e-waste

Estudo da Global E-Waste Monitor, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina, sendo o 7º maior do mundo, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha e Reino Unido. Com mais de 1,5 mil toneladas de sucata digital produzidas anualmente, apenas 3% têm o descarte correto. 

O que não se assimilou completamente ainda é o quanto o lixo eletrônico pode contribuir economicamente para o desenvolvimento de uma sociedade, como a criação de milhares de empregos e uma movimentação estimada em mais de R$ 200 bilhões por ano, isso por meio do reaproveitamento do ouro e cobre, por exemplo. 

“Existe um oceano de e-lixo para ser explorado, o que corresponde a 97% do que é produzido todos os anos no Brasil, pois além de não ser reciclado, também não tem a sua destinação adequada, indo parar em galpões de ferro-velho e contaminando não só o meio ambiente como a saúde da população”, explica Lucy Ramalho, gerente comercial do setor no Grupo Solví.

No Grupo Solví, holding proprietária de mais de 60 empresas de segmentos ligados à resíduos públicos, soluções industriais, saneamento e valorização energética, a logística reversa ou economia circular já é uma realidade ddesde 2015. Neste período, já contribuiu com o tratamento de centenas de toneladas de lixo eletrônico para dentro e fora do país. 

Perspectivas

Embora o Brasil esteja atrás dos EUA e Europa, as metas para os próximos cinco anos são bem empolgantes, graças ao Acordo Setorial para a Logística Reversa de Eletroeletrônicos feitos pelas principais instituições e empresas do segmento de eletrônico, prevendo que até 17% sejam reciclados até 2024. 

Pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também revelou que cerca de 76% das indústrias brasileiras já desenvolvem algum tipo de operação de economia circular, modalidade que envolve o uso eficiente de recursos naturais através do reuso de água e reciclagem de materiais.

Tendo em vistas essas tendências, o Grupo Solví listou cinco curiosidades sobre economia circular e e-lixo que podem ajudar no desenvolvimento deste conceito no país:

1 – Criação de Empregos 

De acordo com o relatório “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018”, publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2018, para os próximos 10 anos, mais de  6 milhões de empregos diretos devem ser criados por conta da economia circular. Países da Ásia e Américas, inclusive o Brasil, devem encabeçar a lista dos que mais devem abrir vagas. 

A criação de empregos indiretos, por meio da contratação de empresas prestadoras de serviços, como cooperativas, ferros velhos e catadores autônomos, também deve aumentar nos próximos anos. 

Para ser ter ideia, atualmente o Grupo Solvi gera cerca 50 empregos diretos e 200 indiretos (parceiros) relacionados a economia circular. A expectativa é que nos próximos anos, este número cresça 15%.

2 – Nova Serra Pelada

Um novo tipo de garimpo tem aumentado consideravelmente nos últimos anos: extração de ouro, cobre, prata, zinco, estanho e platina encontrados em sucatas eletrônicas, originárias de placas de componentes, processadores, memórias, hard disk, memória ram, etc. 

Calcula-se que, em média, um aparelho celular tenha em média R$ 5 em ouro, sem contar outros metais preciosos. Se levar em conta que são descartados, anualmente, mais de 42 milhões de aparelhos antigos, pode-se concluir que o Brasil tem jogado “milhões” no lixo. 

Não é exagero dizer que as novas “minas” são os depósitos de lixo eletrônico, pois segundo estudos, para cada 1 tonelada de aparelho celular é possível extrair 350 gramas de ouro, algo 80 vezes mais do que se a exploração fosse em dentro de uma mineradora.

O Grupo Solví garante a total destruição e destinação correta das placas eletrônicas e outros aparelhos já provenientes do desmonte dos equipamentos. “Todos as placas são agrupadas por tipologia, armazenadas e enviadas a uma purificadora parceira que faz todo o tratamento de refino dos metais preciosos, entre eles o ouro e a prata. Nossa parceira no refino, nos atende a nível nacional, comprovando nossa contribuição ao meio ambiente e legislações vigentes”, esclarece Lucy Carvalho, gerente comercial no Grupo Solví.

3 – Exportação de baterias para carros elétricos

Apesar da frota brasileira de carros elétricos ser tímida em relação a outros países – Brasil terá até 40 mil carros elétricos nas ruas em 2020, enquanto a China terá 5 milhões no mesmo período -, somos um dos maiores contribuintes para o crescimento destes tipo de carros no mundo: exportamos baterias de celulares para a Europa para que se transformem em baterias para carros elétricos. 

“É importante lembrar que metais preciosos e muitos componentes de baterias tem a capacidade de serem reciclados infinitamente e de forma eficiente, criando verdadeiramente uma economia circular e sustentável, além de rentável e ambientalmente correta”, enfatiza Lucy. 

Outras baterias que poderão ser enviadas para reciclagem é a de patinete elétricas, que possuem um tempo de vida menor dos que dos carros, mas uma frota relativamente grande pelo pouco tempo que está em operação no país.

4 – Baterias de celular transformadas em alto-falantes ou outras baterias

Estima-se que existem mais de 500 milhões de celulares nas casas dos brasileiros. A durabilidade dos aparelhos que ganharam a preferência dos consumidores têm vida curta, principalmente pelo seu uso constante, quebra e surgimento de novos modelos. Entretanto, ainda existem poucos pontos de coleta, o que favorece o surgimento de um amplo mercado de reciclagem de baterias. Vale destacar que esses componentes quando reciclados podem gerar outros equipamentos como alto-falantes e até mesmo novas baterias.

5 – Recuperação do Cobre

Um dos materiais mais buscados no mercado de reciclagem de lixo eletrônico, o cobre pode ser 100% reaproveitado, gerando assim uma grande eficiência logística e financeira, já que esse processo pode proporcionar uma economia de 85% se comparado a produção e extração do metal na natureza. Presente em fios, componentes e aparelhos eletrônicos, o cobre é bastante versátil e de fácil comercialização.

Inadimplência do consumidor cai 1,8% em setembro, segundo Boa Vista

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De acordo com dados nacionais da Boa Vista, a inadimplência do consumidor recuou 1,8% em setembro na comparação com agosto, já descontados os efeitos sazonais. Em relação a setembro do ano passado, o indicador avançou 1,7%. Com isto, ele acumula queda de 3,4% no ano e 3% no acumulado 12 meses (outubro de 2018 até setembro de 2019 frente aos 12 meses anteriores). 

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, todas as regiões ainda registram queda: Centro-Oeste (-4,9%), Norte (-2,9%), Nordeste (-3,3%), Sul (-5,3%) e Sudeste (-1,9%). Na comparação mensal, todas as regiões também apresentaram queda.

A queda da inadimplência observada desde o final de 2016 pode ser explicada pela maior cautela das famílias, pela capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda e pelo efeito defasado da maior seletividade dos bancos no período mais agudo da crise.

Com isto, a inadimplência dos consumidores atingiu um patamar historicamente baixo, o que proporcionou a redução dos juros e motivou o aumento das concessões a partir de 2017, que, por sua vez, vêm resultando em um crescimento significativo do endividamento e do comprometimento de renda ao longo de 2019.

Os economistas da Boa Vista têm alertado que o elevado nível de desocupação e subutilização da mão-de-obra, somado à lenta recuperação da renda, aumenta o risco de que esta expansão recente dos empréstimos resulte em maior inadimplência. 

Por enquanto, porém, o indicador de registros ainda não aponta nesta direção. Após a alta de julho, o indicador registrou queda em agosto e voltou a recuar em setembro. A queda no acumulado em 12 meses, por sua vez, permaneceu praticamente igual ao resultado de agosto.

Além disto, a liberação dos recursos do FGTS tende a aliviar um pouco a situação financeira de muitas famílias.

De qualquer forma, uma retomada mais vigorosa e generalizada do crédito aos consumidores, sem aumento dos riscos, segue condicionada, a curto prazo, à evolução do mercado de trabalho e do endividamento das famílias, e, a médio prazo, à implementação das reformas microeconômicas no mercado de crédito.

Metodologia
O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. 

A série histórica do indicador está disponível em: 
www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia

Jornada do Consumidor será assunto de fórum de gestão comercial

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Muitas empresas têm usado o mapeamento da Jornada do Cliente para identificar as necessidades e percepções do público com objetivo de se aproximar, aumentar as vendas e gerar vantagem competitiva no mercado. Mas, num mercado em que existem cada vez mais canais de interação com o consumidor, como filtrar as informações essenciais para gerar leads e obter insights importantes?

Durante o Fórum de Gestão Comercial, promovido pela Live University, Valmir Feil, Diretor de Vendas da Fini, contará como essa ferramenta transformou os negócios da sua marca. “Sentimos a necessidade de fazer esse mapeamento o ano passado. O produto foi ao atacado primeiro, depois, aos poucos, chegou aos distribuidores, gerando experimentação e principalmente disponibilidade. Com a sua chegada ao varejo, gerou muito mais degustação, a partir daí surgiu demandas por sabores, formatos e tamanhos de embalagem que fossem adequados ao paladar nacional e ao bolso do brasileiro”, contou. Valmir explica que foi fundamental ouvir o trade neste processo, pesquisar giro e, por ser uma multinacional, olhar o mercado mundial e tentar adaptar o melhor para as necessidades do Brasil.

Além da apresentação do case, participantes do fórum também poderão conferir a palestra do Caio Montagner, professor da Live University. Caio abordará a possibilidade de estar em contato com seus consumidores o tempo todo, usando os meios digitais. No decorrer da interação, criar ações e obter insights que podem ser determinantes para a marca. E a função da Jornada do Cliente é justamente identificar as necessidades e percepções do público, com objetivo de se aproximar, aumentar as vendas e gerar vantagem competitiva no mercado. 

“O primeiro passo é conhecer a fundo quem é o seu cliente – a ponto de saber mais sobre suas necessidades do que ele mesmo. E não importa se ele é B2C ou B2B, em ambos os casos é importante entender o que eles desejam, em que momento, o que esperam da sua marca, o que sentem, como são impactados e onde buscam informações”, declarou Montagner.

Sobre o Fórum

Hoje e amanhã (8 e 9 de outubro), a Live University realiza mais uma edição do Fórum de Gestão Comercial com a participação de grandes empresas, no Grand Mercure Vila Olímpia. Para complementar a experiência, o Growth Hacking Day acontece no dia 10 de outubro, na sede da instituição. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site do evento para dois ou três dias da programação.

Customer Experience, Inteligência Artificial, Pricing, processos de vendas e gestão da área comercial serão alguns dos temas debatidos durante os três dias. Dentre as empresas que participarão desta edição estão Uber, Cremer, Mahogany, Sul América Seguros, OLX, Nextel, Sky, Philips, Grupo Boticário, além de start-ups como Buldin, StayApp e Volpi.

O e-commerce está preparado para a Lei Geral de Proteção de Dados?

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Artigo de Cássia Pinheiro, Head de Risco e Compliance da Adyen para a América Latina

Desde que foi sancionada há dois anos, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) vem sendo amplamente discutida em fóruns públicos. Mesmo assim, a lei inspirada no GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados), adotado pelo Parlamento Europeu em 2018, ainda causa muita confusão entre empresas digitais. Os empresários parecem ter dificuldades em adaptar o modo como usam os dados de clientes às novas regras.

Mas apesar da trabalhosa, mudança de paradigma é percebida como positiva tanto por consumidores quanto pelas próprias empresas (principalmente as varejistas). Isso explica porque vemos cada vez mais grandes, médios e pequenos e-commerces brasileiros se inspirando em companhias europeias e globais que já passaram por essa transformação. As novidades geraram até mesmo uma nova possibilidade profissional: o cargo de Data Protection Officer, responsável pelo cuidado com os dados na cadeia organizacional.

Mas trabalhar em conformidade com a LDGP extrapola um negócio individual, uma vez que a lei se aplica também às atividades de parceiros, como escritórios jurídicos, empresas de TI e processadores de pagamentos. Isso porque, caso alguém não siga as normas, toda a cadeia pode ser comprometida e penalizada. No caso de fornecedores financeiros, a adequação costuma ocorrer de forma mais simples devido à natureza dos dados envolvidos, que já recebiam tratamento com foco em transparência e segurança por serem altamente sensíveis.

Na prática, a principal mudança implementada pela LGPD é o maior controle que o cidadão passa a ter sobre seus dados. De acordo com um estudo da Universidade de Maryland, empresas sofrem um ataque de hackers a cada 39 segundos – a maior parte deles visando  informações dos usuários. E a verdade é que, até agora, havia pouco que o consumidor pudesse fazer para proteger essas informações depois de fornecê-las ao e-commerce. Com a LGPD, contudo, tudo muda: as empresas se tornam obrigadas a apagar dados caso o usuário assim exija.

A exceção à regra são os dados utilizados na proteção à fraude. Neste caso, tanto o GDPR e quanto a LGPD consideram que a utilização das informações dos consumidores configura um cenário de “legítimo interesse”,  o que exime as empresas de pedir a autorização do consumidor.

Para o varejista, a boa notícia é o menor risco de brechas de segurança graças às regras mais rígidas e processos mais robustos. Para se ter uma ideia, essas falhas resultam em um gasto médio de US$ 3,86 milhões por ano, segundo a IBM. Além disso, um mercado de ecommerce mais seguro certamente atrairá mais clientes. É só considerar que, hoje, apenas 20% dos brasileiros se sentem completamente seguros para comprar online, segundo pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Mas assim como os empresários estão se familiarizando com o tema, para os usuários tudo também parece nebuloso. De acordo a Kaspersky, empresa de software de segurança, 93% dos brasileiros fornecem dados pessoais a sites de redes sociais ou e-commerce, mas 35% diz não saber como proteger sua privacidade. As novas regras também devem mudar esse cenário, já que os varejistas serão obrigados a explicar para que utilizarão cada informação pedida e não poderão utilizá-la para nenhuma outra finalidade. Explico: se e empresa  solicitar o endereço do consumidor para realizar a entrega do produto, por exemplo, ela não poderá enviar materiais publicitários por correio a esse cliente no futuro.

Não dá para dizer que o processo de adequação à LGDP será simples, afinal muitas mudanças técnicas são necessárias: estruturar a interface de vendas para deixar claro porque cada dado está sendo pedido, organizar o arquivamento e proteção dessas informações, equipar o sistema para deletar dados a pedido dos clientes… No entanto, esse esforço resultará em benefícios para o mercado como um todo. O cidadão ganha com o maior controle sobre suas informações, e os empresários, com uma visão mais estratégica sobre a aplicação de dados e com consumidores mais seguros e satisfeitos.

Evento da ONU lança movimento para aumentar a presença de mulheres em conselhos

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Amanhã (8 de outubro, segunda-feira), um dia após a entrega do Prêmio WEPs Brasil 2019 – Empresas Empoderando Mulheres, ocorrerá o lançamento do Selo WOB (Women on Board). Trata-se de uma ação para estimular a qualificação empresarial por meio da participação de mulheres na liderança máxima das organizações: os conselhos. A ideia é destacar companhias que priorizam o tratamento da diversidade de gênero em seus negócios e, consequentemente, incentivam parceiros e fornecedores a aderirem ao mesmo movimento. A iniciativa é independente, sem fins lucrativos e tem o apoio da ONU Mulheres.

Na visão de Carolina Niemeyer, uma das idealizadoras do Movimento, “O grande propósito da iniciativa é tornar o Brasil reconhecido pela presença de mulheres nos Conselhos, de modo que os impactos positivos possam surgir”.

O selo tem como propósito sensibilizar organizações acerca da importância da diversidade como investimento qualificado. Para a diretora institucional e de regulamentação do Grupo UOL/ PagSeguro e idealizadora do programa, Carol Conway, “O momento atual é decisivo para o Brasil elevar sua qualificação empresarial, é importante identificar as empresas que estão atentas a isso”. O selo visa incentivar essa movimentação via “peer pressure” (expressão em inglês que significa aumentar a pressão – de forma positiva – por meio de seus pares).

Cientes de que as empresas precisam tratar a diversidade como uma das prioridade em seus negócios, durante a apresentação serão destacados estudos internacionais que comprovam que a atuação de mulheres em cargos de liderança está diretamente relacionada à produtividade e à lucratividade. Na visão de Patrícia Marins, CEO da FleishmanHillard e umas das participantes da iniciativa, “A liderança da mulher não pode ser medida apenas em diretorias e altas gerências. É preciso que a diversidade avance também para conselhos de administração e direção”.

Barbara Rosenberg, sócia do Barbosa Musnich e Aragão Advogados; Christiane Aché, fundadora da Juá e diretora do Pós MBA para capacitação de Conselheiras da Saint Paul Escola de Negócios; Daniela Graicar, da Agência Pros; e Marina Copolla, sócia do Yasbeck Advogados, também participam da iniciativa.

Companhia lança a primeira plataforma híbrida de investimento coletivo do Brasil

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A partir de agora, os brasileiros terão uma nova modalidade de Equity Crowdfunding (investimento coletivo) para investir. Com o lançamento da Vangardi, plataforma híbrida de investimento coletivo criada pela Investor, que atua há mais de dez anos no mercado financeiro, qualquer pessoa física poderá, com poucos cliques, adquirir títulos de empreendimentos imobiliários em construção ou de startups em desenvolvimento.

Até então, existiam duas modalidades distintas de Equity Crowdfunding para se investir: em startups e em empreendimentos imobiliários. A Vangardi veio para revolucionar esse cenário e oferecer os dois juntos. “Além de democratizar e facilitar o acesso da população a uma possibilidade de investimento digital, segura e com valores mais em conta, queremos trazer mais praticidade e menos burocracia para quem pretende investir”, explica Rodrigo Oliveira, diretor geral da Investor.

O  empresário explica que o Equity Crowdfunding traz ainda um alto potencial de retorno para o investidor. “Trata-se de uma modalidade que oferece ganho de capital, ou seja, o valor do investimento cresce ao longo de um prazo determinado. Além disso, existe a possibilidade de encontrar o que chamamos de “unicórnio”: uma startup com valor de mercado de U$ 1 bilhão”, diz.

Rodrigo acrescenta que no cenário atual, com a taxa Selic atingindo seus menores valores históricos, aplicações como essa da Vangardi são oportunidades para investidores em busca de alternativas com mais possibilidades de ganhos reais. “O Equity Crowdfunding ainda permite a um grande público, acesso a oportunidades antes restritas apenas a investidores qualificados”, destaca.

A primeira captação da Vangardi iniciará na primeira semana de outubro, durante a Semana Mundial do Investidor, e será referente ao empreendimento Streit, da F2 Incorporadora e Construtora. Trata-se de um prédio residencial, localizado no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, cujos apartamentos podem ser controlados pelo smartphone do proprietário. A previsão para inauguração do edifício, que já tem 100% das unidades vendidas, é para julho de 2020. As cotas para investir, por meio da plataforma, partem de R$ 1 mil.

Rodrigo reforça que a escolha dos empreendimentos para figurarem na Vangardi é criteriosa e para a definição desse primeiro projeto, foi realizado, inclusive, um processo seletivo entre 80 empreendimentos imobiliários para a definição de qual traria maior potencial para os investidores. “A segurança jurídica é essencial no nosso negócio, por isso, além da Vangardi ser regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), buscamos sempre as melhores empresas para serem nossas emissoras, avaliamos cada negócio e consideramos tudo o que é preciso para oferecer aos investidores os menores riscos”, ressalta.

Como funciona o Equity Crowfunding

Após definir o valor a ser captado, a empresa emissora, ou seja, a interessada na captação, procura a plataforma que, por sua vez, cria um modelo de contrato mútuo para vendê-lo, de forma online para os investidores. Ao final do prazo acordado, a empresa realiza a remuneração dos participantes de acordo com as normas estabelecidas no contrato.

Regulamentado em 2017 o Equity Crowfunding está em plena expansão no Brasil. Mais de R$46 milhões foram captados no país em 2018, segundo dados da CVM. Trata-se de um crescimento de mais de 451% em relação a 2016. A previsão para o ano de 2023 é que esse segmento movimente mais de R$1bi.

Brasileiros investem 60% a mais em jogos do que em outros itens, diz pesquisa

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Que o mercado dos games tem crescido exponencialmente, todo mundo sabe. Segundo levantamento realizado pela Visa Consulting & Analytics, os gamers têm movimentado 60% a mais do que a média dos consumidores brasileiros portadores de cartão Visa. Só em compras online, eles gastam 20% a mais do que a média dos demais portadores de cartões Visa.

Esse público faz quase 1.6 transações em produtos relacionados a games por mês, o que representa 20% do total de suas compras online. Seu ticket médio em games é de R$ 53 e 25% destes clientes possuem cartões como o Visa Platinum e Infinite. Ainda de acordo com os dados transacionados na rede Visanet, a maior concentração de transações com games no Brasil ocorre nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte.

“Fatores como realidade aumentada e virtual, inteligência artificial e experiências diversas de imersão potencializam esse ‘boom’ de consumo digital de games no Brasil, e essas novidades têm guiado esse crescimento nas compras. O universo mobile e de smartphones também favorece o desenvolvimento dessa indústria. Tanto para o consumo de games – que são mais acessíveis-, quanto para o surgimento de pequenos e novos desenvolvedores de jogos”, explica Rodrigo Santoro, diretor executivo da Visa Consulting & Analytics.

A indústria gamer nacional tem aumentado seu alcance de negócios, oferecendo soluções diferenciadas, capazes de atender jogadores profissionais e ocasionais. “Como os dados mostram, é um mercado de nicho extremamente importante, que busca por constantes inovações. É preciso oferecer também a segurança, flexibilidade e performance que tanto esperam”, completa Santoro.

Investimentos em e-Sports

O digio, em parceria com a Visa, anunciou em junho o patrocínio a ON e-Stadium, o maior complexo de games e eSports da América Latina, que será inaugurado em outubro, em São Paulo. A entrada no projeto está em linha com o objetivo estratégico das marcas de falar com o público de jovens consumidores que estão iniciando sua vida financeira.

Com mais de 3.000m², será o maior espaço dedicado à modalidade no País e será composto por uma arena com capacidade para 600 pessoas, estúdios para produção de conteúdo, cursos de formação Pro Player, campeonatos profissionais e amadores, além de eventos corporativos. A ON e-Stadium foi criada para ser o mais moderno centro dedicado aos esportes eletrônicos, com objetivo de incentivar e profissionalizar o público do segmento.