Proteção digital para consumidor tende a se tornar obrigatório em empresas, aponta estudo

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O que você faria se fosse vítima de um crime cibernético? Se a sua resposta é que não se sente preparado para resolver problemas causados por esse tipo de crime, você pensa como 75% das 13 mil pessoas ouvidas, em 12 países, para a pesquisa “SOS para Crimes Cibernéticos”, da Affinion, marca com expertise global em apoiar as empresas a engajarem seus clientes.

Outro dado interessante do estudo é que conhecimento sobre crimes na internet não significa, necessariamente, investimento em proteção digital. Embora 70,2% das mulheres e 63,7% dos homens entrevistados, em média, tenham conhecimento sobre crimes de fraudes em compras, roubo de identidade, vazamento de dados e outros crimes cibernéticos, 33% das pessoas desconhecem o risco de utilizar a mesma senha em várias contas, por exemplo, o que é um procedimento básico de segurança.

“O Brasil é o país com o maior índice de preocupação em relação aos crimes cibernéticos: 87%, muito acima da média global, que é de 61%. Mesmo assim, muitos entrevistados ainda se apegam às medidas básicas para proteção digital, como software (69%) e firewall (58%), enquanto apenas 16% investem em proteção contra fraudes de identidade, a principal causa de preocupação para 57% dos brasileiros”, sinaliza Cesar Medeiros, Country Manager Brazil da Affinion.

Segundo o executivo, reside aí uma das principais oportunidades para as marcas: proteção digital para o consumidor, uma vez que 64% das pessoas ouvidas na pesquisa dizem que teriam uma impressão mais positiva da empresa que os apoiasse na solução de um crime cibernético.

“Crimes cibernéticos não causam apenas prejuízos financeiros. Podem afetar a integridade, a segurança pessoal, a reputação, a avaliação de crédito e até mesmo as perspectivas de emprego. Por isso, as empresas precisam entender que a relação com o consumidor não pode se resumir na compra e venda de um produto ou serviço. A proteção digital para o consumidor deixou de ser um item opcional. Ou seja, uma situação de crise online também pode significar confiança do consumidor em longo prazo”, revela Medeiros.

Bancos e seguradoras como aliados

Embora o recado de investir em proteção digital para o consumidor valha para todas as empresas, em qualquer segmento, os bancos e as seguradoras levam vantagem, segundo a pesquisa da Affinion.

Isso porque 67% das pessoas entrevistadas afirmam que contariam com uma instituição financeira para ajudar a impedir crimes cibernéticos, enquanto 63% se apoiariam nos bancos para detectar esse tipo de crime e 64% confiariam nessas instituições para solucionar crimes cibernéticos.

Já para as seguradoras, um em cada três entrevistados confiaria nessas empresas para impedir (33%), detectar (31%) e remediar (37%) crimes cibernéticos.

Para saber mais

A pesquisa na íntegra está disponível no site da Affinion: https://affinion.com.br/insight/cybercrimesos.

Maior qualidade da água oferece benefícios à saúde e à economia

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Com a maior reserva de água doce do mundo, o Brasil ainda sofre com a falta de medidas para a conservação desse recurso essencial para a vida e para a atividade econômica. Segundo o levantamento mais recente divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), 35 milhões de brasileiros não recebem água tratada e mais de 100 milhões não têm acesso a coleta de esgoto.

Ainda de acordo com o estudo, apesar de avanços no saneamento, apenas 45% do esgoto gerado no País é tratado. “Essa  era uma pauta [esgoto] do século 19 que continuamos discutindo no século 21. Podemos comemorar algumas conquistas, mas ainda estamos muito atrasados quando falamos sobre a conservação da água”, afirma o doutor em Ecologia e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Marcelo Aranha.

O especialista lembra que investimentos para a conservação da água impactam positivamente na economia e trazem benefícios à saúde. “A conservação do recurso e ambientes mais limpos geram um entorno com condições humanas mais adequadas, diminuindo significativamente a disseminação de doenças ou a presença de agentes transmissores, como ratos e baratas”, explica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resulta em economia de 4,3 dólares em saúde.

Várias cidades do mundo já verificaram na conservação da água resultados econômicos mais efetivos. Em Nova York (EUA), por exemplo, a manutenção da qualidade do recurso oferecido à população é feita por meio da proteção dos mananciais, conservação das nascentes e, com isso, precisam apenas de um sistema de filtragem e desinfecção para que a água esteja própria para o consumo. “Muitos países têm buscado manter a funcionalidade dos rios. O sistema desenvolvido em Nova York custou apenas 15% do que se gastaria com a opção tradicional de tratamento. Muitos exemplos comprovam que conservar é economicamente mais vantajoso que tratar o problema”, finaliza o especialista.

Economia bilionária

Considerando a projeção de avanço gradativo do saneamento no Brasil no período entre 2015 a 2035, estima-se que a economia na área de saúde, gerada pela redução de afastamento no trabalho e despesas no SUS, deve alcançar mais de R$ 7,2 bilhões no País, segundo informações divulgadas pelo Instituto Trata Brasil. Somente a coleta de esgoto para 100% da população, resultaria em uma diminuição de mais de 74 mil internamentos por doenças ligadas à contaminação da água.

Além do esgoto, a água também sofre com a contaminação industrial e o lixo que sobrecarrega os rios, favorecendo o assoreamento. “O resultado são inundações com muito mais frequência do que seria aceitável com as precipitações. Quando uma pessoa joga lixo no rio ou diretamente na natureza, sem considerar que esse ato traz um retorno à sociedade e a ela mesma, consideramos que esse comportamento é reflexo de um analfabetismo ambiental”, analisa o ecólogo.

Mercados seguem à espera da redução dos juros básicos na economia brasileira

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Os mercados já se anteciparam aos bancos centrais e reduziram os juros praticados em função da manutenção da inflação em níveis baixos e da desaceleração da economia. Isso vale tanto para os EUA como para o Brasil. Lá o PIB veio acima do esperado, mas com fraqueza do consumo das famílias e dos investimentos das empresas. Os números recentes do mercado de trabalho e da produção industrial mostram queda sensível do ritmo da maior economia do planeta. Aqui, o PIB do segundo trimestre deve repetir a tendência dada pelos dois imediatamente anteriores, com o risco de colocar o país em uma recessão técnica. Os dois últimos índices de inflação ao consumidor divulgados, IPCA de maio e IPC-S do dia 15/06, mostram que os choques se dissiparam e que a inflação vai voltar a ficar abaixo da meta.

Com esse cenário de inflação e atividade econômica nas mãos, os comitês de política monetária devem manter os juros com uma sinalização de queda nas próximas reuniões. No FED, as ameaças de D.Trump e se juntam à percepção de que os efeitos da guerra comercial americana já estão se disseminando na economia. No BCB, as expectativas coletadas junto ao mercado e divulgadas pelo relatório Focus de segunda-feira, mostram queda da SELIC esperada para o final de 2019, de 6,5% para 5,75%. O início do ciclo deve ser na próxima reunião, de 30 e 31 de julho.

Os impulsos das taxas básicas são inquestionáveis e devem ter colaborado para tornar a desaceleração mais intensão. Os efeitos sobre os preços, em particular sobre os preços dos ativos como ações, são muito intensos e podem ser os responsáveis pelos sucessivos recordes do S&P500 e do Ibovespa, mesmo em ambientes de baixo crescimento. O S&P500 está se preparando para romper a forte resistência dos 2.960 pontos e bater mais um recorde. O Ibovespa, por uma vez, está tentando romper os 100 mil pontos, em um ciclo de alta que começou em 37.500 pontos, em janeiro de 2016. O Ibovespa caiu na abertura, seguindo o exterior, e está saindo a 99.450 pontos. O dólar sobe 0,3%, saindo a R$ 3,875 e os juros para jan/2027 estão saindo no ajuste, a 7,89%.

Caucaia (CE) vai ganhar “camelódromo” para organizar comércio ambulante

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Já está na Câmara de Vereadores de Caucaia mensagem do prefeito Naumi Amorim sobre a criação de um “camelódromo” – área que estimula e organiza pequenos negócios. De autoria do próprio gestor, o projeto trata da viabilização de imóvel para abrigar vendedores ambulantes.

Naumi Amorim justifica: “esse projeto atende à finalidade precípua do poder público de alcançar o bem comum da sociedade. É tarefa do Estado a realização do bem comum que se concretize por meio de atendimento das necessidades públicas, garantindo um lugar seguro tanto para os vendedores como para os transeuntes.”

Conforme a mensagem, o imóvel a ser locado está localizado à rua Jerônimo do Amaral, número 356, no Centro de Caucaia. Para criar o Camelódromo, a Prefeitura deve “observar a limitação do espaço físico e a ordem de cadastro dos interessados em ter ponto no Camelódromo junto à Secretaria Municipal de Patrimônio, Serviços Públicos e Transporte (SPSPTrans).”

A matéria foi protocolada nessa terça-feira (19/6) no Legislativo Municipal. A expectativa é de que seja apreciada até o próximo dia 27/6, quando a Câmara realiza a última sessão plenária do semestre e entra em recesso parlamentar até o começo de agosto.

TRÂNSITO
Outra importante matéria da Prefeitura deu entrada ontem na Câmara. Nela, o prefeito Naumi Amorim trata da concessão da Gratificação Especial pelo Exercício de Função (Geef) a agentes da Autarquia Municipal de Trânsito (AMT).

Com a aprovação da mensagem, terão direito ao benefício os profissionais que exercem as funções de supervisor de trânsito, motociclista operacional de trânsito e motorista de viatura operacional de trânsito.

Instituto Ethos orienta 10 compromissos para empresas com promoção dos direitos LGBT

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Na semana que se discute os direitos LGBTI+, que marca a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo no dia 23 de junho, um tema relevante é a promoção da diversidade nas empresas, incluindo a questão LGBTI+.

O Instituto Ethos criou em 2013, do manual “O Compromisso das Empresas com os Direitos Humanos LGBT”, com orientações ao mundo empresarial em ações voltadas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Discutido com a participação de 36 grandes empresas e 74 profissionais, o então Fórum de Empresas e Direitos LGBT, destacou 10 compromissos das empresas com a promoção dos direitos LGBTI+. Acesse a publicação aqui.

1.      Comprometer-se – presidência e executivos – com respeito e a promoção dos direitos LGBT

2.      Promover igualdade de oportunidades e tratamento justo às pessoas LGBT

3.      Promover ambiente respeitoso, seguro e saudável para as pessoas LGBT

4.      Sensibilizar e educar para o respeito do LGBT

5.       Estipular e apoiar a criação de grupos de afinidade LGBT

6.      Promover o respeito aos direitos LGBT na comunicação e marketing

7.      Promover o respeito aos direitos LGBT no planejamento de produtos, serviços e atendimento aos clientes

8.      Promover ações de desenvolvimento profissional de pessoas do segmento LGBT

9.      Promover o desenvolvimento econômico e social das pessoas LGBT na cadeia de valor

10.  Promover e apoiar ações em prol dos direitos LGBT na comunidade

Em 2018, deu-se início a criação do Guia Temático dos Indicadores Ethos- Fórum LGBT+. uma ferramenta inédita no Brasil que tem o objetivo de promover a diversidade e direitos LGBTI+ na esfera empresarial.

“As empresas podem exercer um papel vital na promoção da diversidade. Consiste em um ambiente com a capacidade de engajar seus colaboradores e sua cadeia de valor, promovendo políticas mais inclusivas e incentivando mudanças de conduta em seus relacionamentos”, diz Ana Lucia Melo Custodio, diretora-adjunta do Instituto Ethos. Segundo ela, ao transmitir esse conceito no dia a dia do trabalho, há a possibilidade de reverberar os aprendizados para a sociedade como um todo. “Trata-se de um ciclo virtuoso, no qual as empresas são chave para que isso se fortaleça cada vez mais”.

Por quanto tempo é necessário guardar comprovantes de contas pagas?

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Após o recebimento da declaração anual de quitação de débito de diversos serviços, o consumidor pode organizar seu arquivo com os comprovantes de contas pagas uma vez ao ano, descartando todas aqueles que não têm mais utilidade e mantendo as que ainda podem ser usadas de alguma forma. Para ajudar nessa organização, a Boa Vista explica por quanto tempo é recomendado guardar cada tipo de conta e recibo.

Contas de consumo
As de água, energia elétrica, gás, telefone podem ser descartadas a partir do momento em que a empresa encaminhar a declaração anual de quitação de débitos, o que deve ocorrer até maio de cada ano, conforme a Lei Federal 12.007/09 e a Lei Estadual 13.552/2009 (do Estado de São Paulo). A concessionária pode emitir essa declaração de quitação de débitos na própria fatura ou enviar documento específico.

Em casos como esses, é importante verificar as faturas entre janeiro e maio para ver se há a informação “as faturas de consumo vencidas no ano X foram quitadas”. Uma vez recebida a declaração referente ao ano anterior, somente esta precisa ficar guardada pelo tempo determinado em lei. As contas mensais podem ser descartadas.

O consumidor deve saber que quitação anual só registra o que realmente foi pago. Se alguma conta fica em aberto no ano anterior, a empresa só dará a declaração referente aos meses pagos. Algumas empresas colocam na declaração a menção de vários anos de contas quitadas. Daí, é possível descartar, inclusive, a declaração do ano anterior.

E quando não receber a declaração?
O consumidor que não receber a declaração anual de quitação de débitos deverá solicitá-la por escrito ao fornecedor e guardar cópia do pedido com protocolo (que pode ser via Aviso de Recebimento dos Correios ou por e-mail, desde que a empresa responda).

Quais os prazos para guardar os comprovantes?

Por 1 ano
• Seguro de veículos, pessoal ou residencial um ano após o fim da vigência da apólice. O mesmo tempo vale para a proposta de seguro e a própria apólice.

Por 2 anos
• Pagamento de multas de trânsito.

Por 3 anos
• Recibos de pagamento de aluguel (anteriores a 11/01/1993 devem ser guardados por 20 anos conforme o Código Civil de 1916);
• Fatura do cartão de crédito.

Por 5 anos
• Declaração anual de quitação de débitos;
• TV por assinatura
• Condomínio (recomenda-se que o inquilino mantenha pelo período em que residir no imóvel);
• Recibos de consórcio (recomenda-se mantê-los até o encerramento do grupo);
• Mensalidades escolares e cursos livres;
• Declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (incluindo os comprovantes de entrega da declaração e todos os documentos que foram declarados);
• Pagamentos do IPTU;
• Pagamentos do IPVA;
• Documentos de venda de veículos;
• Extratos bancários.

Outros prazos
• O contrato de aluguel só pode ser descartado três anos após a devolução das chaves do imóvel e do recebimento do termo de extinção de aluguel;
• Os comprovantes de pagamento das parcelas da compra do imóvel financiado devem permanecer arquivados até que seja feito o registro da escritura no Cartório de Registros de Imóveis;
• Notas fiscais de compra de bens duráveis devem ser guardadas enquanto tiver o produto para cobertura em garantia de defeito e comprovação da existência do bem em caso de sinistro se houver seguro residencial (ou qualquer outro que cubra esses bens).

Arquivo online
Pode-se fazer um arquivo virtual para guardar estes documentos, escaneando ou tirando fotos um por um. Assim, o consumidor economiza espaço em sua casa e evita o acúmulo de contas antigas.

Para mais informações e dicas de Educação Financeira e Orçamento Doméstico acesse: www.consumidorpositivo.com.br.

Festejos juninos aquecem o comércio da indústria de amendoim no país

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O período de Festas Juninas, que compõem os meses de junho e julho, é de extrema importância para a indústria de amendoim. A época é marcada pelo aumento do consumo do produto. Soma-se ainda a importância da temporada para a economia, em 2019 houve, por exemplo, um aumento de 40% no número de pessoas empregadas e dedicadas ao período sazonal.

De acordo com a pesquisa Conecta, encomendada pela Abicab, locais onde há a prática de festas juninas e julinas, o consumo do produto é bem mais expressivo. A região Nordeste, onde as tradições populares são mais intensas, concentra a maior parte desse movimento da indústria (77%), seguida pelo Centro-Oeste (70%) e Sudeste (63%). Ainda vale ressaltar que a mesma pesquisa atestou que a paçoca ainda é o tipo de amendoim mais consumido (69%) entre os entrevistados, seguido de Amendoim japonês (59%) e Amendoim sem pele (55%).

O presidente da Abicab, Ubiracy Fonsêca, ressaltou a importância do produto nesse período. “Amendoim é uma paixão do brasileiro, mas temos períodos chaves em que esse mercado se movimenta de forma mais acelerada. A temporada de festas de junho e julho é um desses e a pesquisa Conecta confirma essa percepção, já que 87% dos respondentes informaram que essa temporada é a principal ocasião para o consumo do produto”. concluiu Fonsêca.

Mercado de Amendoim

O Brasil é o 14º maior produtor de Amendoim in natura do mundo e vem aumentando sua capacidade de produção. Segundo dados do CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o setor de amendoim, estimou em volume de produção de grãos, 515 mil toneladas na safra de 2018/2019, no qual 95% da produção é realizada no estado de São Paulo.

Representando mais de 60% do mercado, a ABICAB tem uma especial preocupação com a qualidade da produção do amendoim e do produto que chega à mesa dos consumidores e por isso mantém ativo o Programa Pró-Amendoim. As empresas associadas que possuem o selo “Qualidade Certificada Pró-Amendoim-ABICAB” atendem os requisitos da legislação em relação aos níveis de aflatoxina, e fabricam produtos à base de amendoim totalmente seguros (auditados e monitorados pela auditoria DNV-GL).

O programa colabora com a denúncia de produtos irregulares por meio do monitoramento e da análise realizada pelo laboratório Lamic.
 

Com uma produção forte e cada vez mais qualificada, a exportação alcança 89 países como Rússia, México, Polônia, Espanha, Reino Unido, e África do Sul. O setor de amendoim exportou em 2018, 238 mil toneladas de amendoim in natura, correspondendo a um valor de US$ 266 milhões.

Saúde em grãos

Não é raro aqueles que se preocupam com a calorias dos amendoins, mas esse é um alimento rico nutricionalmente, trazendo muitos benefícios à saúde quando consumido em quantidades moderadas. Possui nutrientes ômega-3, zinco, selênio e a vitamina E, e auxilia na diminuição de processos inflamatórios, além de acelerar a cicatrização do tecido, retardar o envelhecimento celular, evitar dermatites e melhorar a capacidade das barreiras celulares. Além disso, poderá ajudar até na perda de peso, pois possui fibras e a combinação de macronutrientes essenciais (gordura, proteína e carboidrato), importantes para uma combinação completa.

Outro benefício do amendoim é que ele é rico em vitamina B3, uma das protetoras do sistema nervoso e combatente de doenças como Alzheimer. E, ainda ajuda na redução do colesterol total e triglicérides.

Operações híbridas: nova abordagem para lidar com a transformação digital

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No contexto empresarial, os negócios tendem a ser feitos seguindo modelos, processos ou conceitos previamente testados por profissionais que, por meio da experiência e da pesquisa, determinam as melhores maneiras de incentivar o crescimento de uma empresa e estabilizar o desenvolvimento em seu respectivo mercado.

Todos os dias, as empresas enfrentam obstáculos que colocam à prova o caminho ideal pela qual devem percorrer. Essas dificuldades, além de representarem um problema de competitividade no mercado, com um claro impacto no crescimento e desenvolvimento da organização, também se tornam áreas de oportunidade onde o rumo da empresa deve ser repensado, se os objetivos de negócios são consistentes com o contexto de negócios local e internacional, ou até mesmo, pausando para revisar o status da organização.

Neste sentido, ao longo dos últimos dez anos, as necessidades do consumidor mudaram a medida em que os sistemas tradicionais de negócios não são mais capazes de resolver eficazmente as demandas do mercado. Por esse motivo, as empresas têm baseado seus esforços no desenvolvimento e implementação de iniciativas de Transformação Digital que colocam o cliente como eixo central de sua estratégia, como alternativa para a ampliação e o reconhecimento da organização no mercado.

As possibilidades de Transformação Digital são amplas. Portanto, a efetividade de sua implantementação depende da capacidade de cada negócio de personalizar a abordagem de digitalização para as necessidades específicas do setor e da empresa. Neste âmbito, e independentemente do conhecimento determinado à estratégia digital dentro de cada empresa, a solução específica de automação é um elemento constante na agenda estratégica de diferentes negócios.

De acordo com estimativas publicadas pelo Statista, em 2016, o investimento global em automação atingiu aproximadamente US$ 160 bilhões, representando pelo menos 20% dos gastos globais com iniciativas de Transformação Digital. Embora a maioria desses números esteja focada em tecnologias consolidadas, a proporção de projetos que obtêm resultados positivos continua a ser um desafio para as empresas de natureza distintas.

Em 2016, a Forbes divulgou que 84% dos projetos vinculados à Transformação Digital fracassaram. De acordo com um estudo da Grand View Research, as empresas investirão em 2025 cerca de US$ 800 bilhões em nível global. Se a tendência atual continuar, cerca de US$ 670 bilhões serão destinados a investimentos “fracassados”. Para se ter uma ideia, este número é próximo ao Produto Interno Bruto (PIB) de um país, como Argentina ou Suíça.

A everis, compreende o desafio que as empresas enfrentam ao implementar um modelo de automação, é por isso que desenvolveu o conceito de “Operações Híbridas” (Hybrid Operations); entendido como um referencial metodológico integrado que busca novas formas de agregar valor ao negócio por meio da integração de capacidades tecnológicas (RPA, Smart WorkflowMachine Learning, Agentes Cognitivos ou Processamento de Linguagem Natural) e humanas.

Para a everis, a transição para uma Operação Híbrida é um pouco mais complexa do que a implementação de uma determinada tecnologia de automação, e envolve repensar de dentro para fora e do início ao fim a empresa como um todo.

Atualmente, evoluir para uma Operação Híbrida requer conhecimento em alguns conceitos:

  • Visão digital – a evolução para uma Operação Híbrida não é uma iniciativa isolada da empresa, mas deve fazer parte de uma estratégia global de automação. Por essa razão, é fundamental considerar qual o objetivo da empresa para automatizar e como ela está interconectada com outros objetivos estratégicos e iniciativas da empresa.
  • Diversidade de benefícios -os esforços de automação devem ter um claro retorno econômico para a empresa e os maiores benefícios não são gerados pela redução de tempo, erros ou FTE (Full-time equivalent), mas, sim, melhorando a experiência do cliente com a empresa ou ser capaz de destinar para os colaboradores atividades que realmente geram valor.
  • Flexibilidade e agilidade – a transição da organização para uma Operação Híbrida deve ser um processo modular e escalável, adaptado às necessidades e particularidades de cada empresa. A maioria das iniciativas que falham ocorre em empresas que ainda não estão 100% preparadas para enfrentar operacionalmente todos os desafios de automação, e executam um planejamento inadequado dos esforços e gerenciamento de expectativas com as áreas envolvidas. Por exemplo, limitar o ciclo habitual de aprendizagem por meio d do estabelecimento de desafios, que são típicos de estágios mais maduros, como a construção de uma fábrica desde o início ou um Centro de Excelência.
  • Organização e cultura 4.0 – uma Operação Híbrida implica em disponibilizar aos colaboradores o conhecimento, ferramentas e ambiente para um trabalho conjunto homem-máquina, aceitando que a empresa necessitará de talento que hoje não tem capacidade de integrar novas formas de trabalho mais “digitais”. Por outro lado, este ponto também exige ter uma estratégia objetiva sobre o que fazer com aqueles colaboradores que são impactados pelas iniciativas de automatização.
  • Processos líquidos –migrar para uma Operação Híbrida envolve repensar a forma como são executados os processos internos, com o objetivo de torná-los simples e com maior capacidade de adaptação às mudanças do ambiente. É um erro pensar em abordar a automação com uma visão única de como os processos são operados atualmente, sem aproveitar essa oportunidade para articular novas formas de gerenciar o negócio.
  • Lean Governance – a integração de novas peças tecnológicas no ecossistema de negócios é um processo complexo para toda organização. Portanto, é necessário estabelecer um modelo de governança que facilite o alinhamento entre as áreas de negócio, assegurando a coordenação das prioridades do negócio e o monitoramento e desenvolvimento de iniciativas de automação.

Resumindo, a migração para um modelo de Operação Híbrida implica em resolver uma série de questões de diferentes natureza e importância, que vão além da tecnologia de automação utilizada, o modelo de arquitetura digital necessário, as necessidades de infraestrutura ou atender os requisitos de cibersegurança. As Operações Híbridas visam articular tanto o uso da tecnologia, como das capacidades humanas e organizacionais, para uma ampla gama de funções; de atividades operacionais mais frequentes e repetitivas à tomada de decisões.

Finalmente, no caso do México, as empresas seguem uma tendência generalizada que considera a utilização de estratégias digitais; no entanto, em comparação com mercados mais desenvolvidos como o europeu ou o americano, a falta de infraestrutura e investimento são fatores que determinam o desempenho do uso de tecnologias na indústria local. Assim, empresas dentro de um contexto mais local ou regional, estão em uma fase inicial no uso de ferramentas de automação digital. O ecossistema de negócios deve pensar em como se posicionar eficientemente no mercado, sem perder grandes quantidades de recursos no processo.

Economistas apontam aumento do pessimismo

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A Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), em parceria, divulgam a trigésima primeira edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período maio-junho as expectativas de 102 especialistas em economia.

O estudo aponta um aumento no número de variáveis econômicas analisadas com pessimismo, de três para sete. Os três índices, de percepção geral (86,2 pontos), de percepção futura (97,7 pontos) e de percepção presente (77,9 pontos) registraram pessimismo dos analistas consultados em relação ao quadro econômico nacional. Os resultados da pesquisa revelam uma deterioração na percepção sobre a dinâmica macroeconômica do país.

O número de variáveis analisadas com pessimismo saltou de três, na pesquisa anterior, para sete, na pesquisa atual: cenário internacional (93,1 pontos), taxa de juros (91,0 pontos), evolução do PIB (90,3 pontos), taxa de inflação (85,4 pontos), nível de emprego (79,9 pontos), taxa de câmbio (63,2 pontos) e salários reais (44,4 pontos), que atingiu mais uma vez a menor pontuação.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. Enquanto na pesquisa anterior os analistas revelaram otimismo em cinco das nove variáveis investigadas, na presente pesquisa as variáveis percebidas com otimismo foram apenas duas: gastos públicos (123,6 pontos) e oferta de crédito (104,9 pontos).

Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice geral declinou para 86,2 pontos, uma redução significativa de 18,2% em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa apresenta também declínio nas expectativas, de 16,1%.

É válido destacar ainda, que a percepção sobre o desempenho presente revelou elevação no pessimismo de 17,4%, registrando 77,9 pontos.

Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

Plataformas livres oferecem mais segurança aos usuários de internet

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Décima segunda Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Texto de Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil  em Brasília:

Plataformas livres garantem mais segurança aos usuários de internet. Segundo especialistas que participaram de debates na edição de Brasília da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia do país, a ideia é que, liberando o acesso a detalhes dos programas e até mesmo do design de eletrônicos, mais pessoas poderão identificar mais rapidamente falhas na segurança e corrigi-las.  

Plataformas livres concedem liberdade aos usuários para acessar e modificar os códigos que as definem. Além disso, podem redistribuir cópias com ou sem modificações.

“Software livre é importante. Primeiro, porque, com o código aberto, a gente sabe o que tem lá dentro. Segundo, porque pode desenvolver o que a gente precisa com aquele código”, afirmou o desenvolvedor do sistema operacional Debian João Eriberto Mota. O Debian é um sistema operacional composto inteiramente de software livre.

A fragilidade na segurança nos meios digitais ficou em evidência com a divulgação de notícias publicadas pelo site The Intercept, que revelaram supostas trocas de mensagens entre o então juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e membros da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. As mensagens teriam sido trocadas no aplicativo Telegram.  

De acordo com Mota, que é especialista em segurança em rede de computadores, acessar qualquer celular é algo simples. “Em segundos, com o equipamento adequado, consegue-se entrar no celular. Para isso, é preciso apenas do número de telefone.”

Mota disse que isso se deve principalmente ao fato de os sistemas operacionais dos celulares serem raramente atualizados. Com isso, leva-se mais tempo para corrigir falhas na segurança. “E elas vão existir”, afirmou. Para se ter ideia, enquanto um celular demora, às vezes, meses para oferecer ao usuário uma atualização de sistema, o Linux, que é um software livre equivalente a, por exemplo, a Microsoft, oferece atualizações diárias.

Aparelhos livres

Para garantir a segurança ou ao menos minimizar os riscos de invasões, não apenas os programas, mas também o hardware, ou seja, os equipamentos físicos, devem ser livres. É o que defende o diretor de operações do portal Embarcados, Fábio Souza.

“Um hardware aberto pode ser auditado pela comunidade, não é uma caixa-preta que pode estar captando informações. Além disso, quando se tem um hardware fechado, a gente depende do que a empresa faz. Quando é algo aberto, mais pessoas podem estar engajadas, reportando falhas de segurança e trabalhando em melhorias”, afirmou.

Os celulares, no entanto, ainda são desafios. “Essa é uma questão que está atrasada. A minha esperança é que venha uma empresa ou um consórcio que faça smartphones mais abertos. Hoje a gente depende muito de empresas, está muito fechado”, disse Souza.

Para ele, ter tanto códigos para a criação de programas quanto designs abertos é algo que pode beneficiar o desenvolvimento de países como o Brasil. “A gente não precisaria ficar toda hora reinventando a roda. Poderíamos partir de patamares mais altos e criar projetos mais avançados.”

Uso de celulares

De acordo com o suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, no Brasil, a maior parte das pessoas que acessam a internet, 97%, faz isso pelo celular.

Os brasileiros também usam bastante o aparelho – passaram mais de três horas por dia acessando o celular. Essa média colocou o país em quinto lugar no ranking global de tempo gasto com celulares. Os dados são do relatório Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie, considerando um dos mais completos do mundo.